Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) no ENEM
Questões resolvidas com gabarito comentado, teoria e dicas para o ENEM. 15 questões disponíveis no banco.
O que é Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) no ENEM?
Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) é um dos conteúdos cobrados na área de Linguagens no ENEM. As questões sobre este tema geralmente exigem interpretação de situações do cotidiano, combinando conhecimento teórico com raciocínio lógico.
No ENEM, este conteúdo aparece integrado a textos, gráficos, tabelas ou situações-problema reais, exigindo que o candidato saiba aplicar o conhecimento, não apenas memorizá-lo.
Para ir bem neste subtema, é essencial revisar os conceitos fundamentais, praticar com questões de diferentes níveis de dificuldade e ler as explicações das questões erradas com atenção.
Questões de Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) com gabarito
Questão 1
Em uma roda de causos do sertão, um vaqueiro narra: 'Aí, cumpadre, eu peguei o aboio e fui atrás da rês que tinha desgarrado. O sol tava de rachar, mas eu, home teimoso, num arredei o pé. Lá pras tantas, o boi se embrenhou na caatinga, e eu, no lombo do cavalo, fui no rastro. Quando vi, tava de cara com o danado. Foi um custo, mas trouxe o bicho de volta pro curral, viu?' O contador usa termos como 'aboio' (canto para guiar o gado), 'rês', 'caatinga' e expressões como 'lá pras tantas', próprias da cultura e da fala do sertão nordestino. Esse vocabulário, ligado ao trabalho com o gado e ao ambiente da região, é compreendido com facilidade por quem vive ali. Considerando as marcas que aparecem no causo, qual variação linguística predomina na fala do vaqueiro?
Gabarito: C. Regionalismos não se limitam à pronúncia: incluem vocabulário e expressões ligados à cultura local, como os termos do universo do gado no sertão. Eles enriquecem a língua e revelam saberes de cada comunidade. Identificar a variação regional pede atenção ao léxico típico de um lugar, sem tratá-lo como desvio.
Ver questão completaQuestão 2
Em uma crônica, o narrador descreve um jovem talentoso que perde uma vaga de emprego não por falta de competência técnica, mas porque, na entrevista, usou construções de sua variedade de origem, como 'a gente vai resolver os problema'. O entrevistador, sem perceber o próprio julgamento, concluiu que o rapaz 'não tinha preparo'. A crônica, com ironia, observa que a empresa exigia a norma de prestígio como senha de acesso e que dominar essa variedade formal teria aberto a porta, embora a inteligência do candidato fosse a mesma com ou sem ela. O texto não diz que a variedade do rapaz é inferior; mostra que a sociedade atribui valor desigual às variedades e que a norma-padrão funciona como instrumento de seleção social. Diante dessa leitura crítica, o que a crônica problematiza de modo central?
Gabarito: B. A norma de prestígio é a variedade associada aos grupos de maior poder e à escrita formal; dominá-la dá acesso a oportunidades, o que a torna importante de ser ensinada. Reconhecer isso sem hierarquizar as variedades é o desafio: a escola deve ampliar repertórios, não estigmatizar a fala de origem do estudante.
Ver questão completaQuestão 3
Uma canção popular brasileira constrói sua força justamente ao incorporar a fala do interior. Em versos que evocam a roça, o eu lírico canta algo como: 'Cê vai s'imbora, mas eu fico aqui na lida / Com meu chapéu de paia e a viola na mão / Ninguém me ensinô a falá bonito, não / Mas no meu cantá cabe a vida intera.' A letra usa formas como 'cê', 's'imbora', 'paia', 'ensinô' e 'falá', marcas da fala caipira, e ainda comenta, com orgulho, que o eu lírico não aprendeu a 'falá bonito'. Em vez de esconder essas marcas, a canção as exibe como símbolo de identidade e de pertencimento, dando voz e valor a uma variedade muitas vezes estigmatizada. Considerando o modo como a letra trabalha a variação linguística, o que melhor descreve sua intenção?
Gabarito: B. Obras populares costumam usar variedades estigmatizadas como recurso estético e político, afirmando a identidade de quem fala assim. Esse gesto contraria o preconceito linguístico e lembra que toda variedade pode ser veículo de arte e emoção. Interpretar a canção pede perceber a intenção de valorizar, e não de corrigir, a fala retratada.
Ver questão completaDicas para Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) no ENEM
- 1Leia o enunciado com atenção — o ENEM sempre contextualiza Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) em situações do dia a dia.
- 2Identifique as palavras-chave da questão antes de analisar as alternativas.
- 3Elimine as alternativas claramente erradas para aumentar as chances de acerto.
- 4Revise os conceitos mais cobrados do subtema nos últimos 5 anos do ENEM.
- 5Pratique com questões de diferentes níveis: fácil, médio e difícil.
Perguntas frequentes
Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) cai no ENEM?
Sim, Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) é um dos conteúdos cobrados no ENEM dentro da área de Linguagens. Costuma aparecer em questões contextualizadas que exigem interpretação e aplicação de conceitos.
Como estudar Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) para o ENEM?
Para dominar Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) no ENEM: (1) revise a teoria com foco nos conceitos mais cobrados, (2) resolva questões de anos anteriores, (3) identifique seus erros e revise os pontos fracos, (4) faça simulados cronometrados.
Qual a dificuldade de Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) no ENEM?
As questões de Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) no ENEM variam de fácil a difícil. A maioria exige interpretação de texto e aplicação de conceitos em situações cotidianas, não apenas memorização.
Quantas questões de Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) caem no ENEM?
O ENEM não divulga a distribuição exata por subtema, mas Variação Linguística (Histórica, Social, Regional e Estilística) costuma aparecer em 1 a 3 questões por edição dentro de Linguagens.
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