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Música e Cinema Nacional no ENEM

Questões resolvidas com gabarito comentado, teoria e dicas para o ENEM. 15 questões disponíveis no banco.

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O que é Música e Cinema Nacional no ENEM?

Música e Cinema Nacional é um dos conteúdos cobrados na área de Linguagens no ENEM. As questões sobre este tema geralmente exigem interpretação de situações do cotidiano, combinando conhecimento teórico com raciocínio lógico.

No ENEM, este conteúdo aparece integrado a textos, gráficos, tabelas ou situações-problema reais, exigindo que o candidato saiba aplicar o conhecimento, não apenas memorizá-lo.

Para ir bem neste subtema, é essencial revisar os conceitos fundamentais, praticar com questões de diferentes níveis de dificuldade e ler as explicações das questões erradas com atenção.

Questões de Música e Cinema Nacional com gabarito

Questão 1

Uma reportagem sobre festas juninas descreve como o forró, gênero criado por Luiz Gonzaga nos anos 1940, tornou-se símbolo da identidade nordestina. A matéria conta que Gonzaga misturou a sanfona, o zabumba e o triângulo para criar um som que falava das saudades do sertão, da seca e da vida simples do povo da caatinga. Com o tempo, o gênero ganhou novas vertentes, como o forró eletrônico das grandes festas de São João, que usa teclados e guitarras elétricas ao lado da sanfona. O repórter entrevista um jovem pernambucano que afirma dançar tanto o forró pé de serra quanto o eletrônico, sem ver contradição, porque, para ele, ambos celebram o mesmo orgulho de ser nordestino. A reportagem encerra observando que o forró, em suas diferentes formas, continua a funcionar como expressão de pertencimento regional para milhões de brasileiros. Diante desse relato, qual característica do forró melhor explica sua permanência como símbolo da identidade nordestina?

ASua capacidade de expressar o cotidiano e o orgulho do povo nordestino, atravessando gerações e vertentes.BO fato de ser cantado exclusivamente em inglês, o que garantiu projeção internacional ao gênero.CSua origem europeia erudita, que conferiu ao forró prestígio entre as elites das capitais brasileiras.DA rejeição total de instrumentos eletrônicos, que manteve o gênero idêntico desde os anos 1940.EO foco exclusivo em temas religiosos das festas do Divino, sem ligação com o cotidiano sertanejo.

Gabarito: A. O forró de Luiz Gonzaga nasceu como expressão do cotidiano nordestino — a seca, a saudade, o sertão — e essa ligação com a identidade regional explica sua permanência mesmo com novas vertentes eletrônicas. Identificar como um gênero musical representa um grupo cultural e atravessa gerações é uma habilidade essencial de interpretação de manifestações culturais.

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Questão 2

Um texto de teoria do cinema discute a tensão entre a produção de filmes de gênero — terror, comédia, ação, romance — e a tradição do cinema de autoria no Brasil. O autor argumenta que o cinema de gênero, ao seguir fórmulas narrativas padronizadas que o público reconhece e consome de forma previsível, pode funcionar como produto da indústria cultural: reforça expectativas, oferece entretenimento sem ruptura e opera dentro dos valores hegemônicos do mercado. Ao mesmo tempo, o texto reconhece casos em que diretores brasileiros subverteram as convenções dos gêneros populares para introduzir crítica social: um filme de terror que usa o horror para falar sobre racismo estrutural, ou uma comédia que expõe preconceitos de classe ao explorar o riso em situações que o público dominante não esperaria encontrar. O texto conclui que a oposição entre gênero e autoria não é absoluta, pois a forma de um gênero pode ser tanto veículo de conformidade quanto de resistência. Considerando esse argumento, a tensão descrita no texto revela que

Afilmes de gênero são sempre alienantes e jamais podem veicular qualquer forma de crítica social.Bo cinema de autoria brasileiro rejeitou completamente o uso de gêneros populares ao longo de toda a sua história.Ca forma cinematográfica de um gênero pode ser usada tanto para reproduzir valores hegemônicos quanto para subvertê-los criticamente.Dapenas documentários são capazes de exercer função crítica no cinema, sendo os filmes de gênero irrelevantes.Ea indústria cultural impede qualquer produção artística genuína, tornando inútil a distinção entre autoria e gênero.

Gabarito: C. A teoria crítica da cultura mostra que formas padronizadas — como os gêneros cinematográficos — não são intrinsecamente alienantes: elas podem ser subvertidas para introduzir crítica social, expondo contradições que o público não esperava encontrar. Analisar como a forma de uma obra se relaciona com sua função social é uma habilidade de leitura crítica que vai além do conteúdo temático aparente.

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Questão 3

Uma pesquisadora de cultura urbana analisa o funk carioca em um artigo acadêmico. Ela observa que o gênero, surgido nas periferias do Rio de Janeiro a partir do final dos anos 1980, é frequentemente associado pela mídia tradicional ao crime e à indecência, o que levou a diversas tentativas de proibição em espaços públicos. A pesquisadora argumenta, entretanto, que o funk é também uma forma legítima de expressão cultural e identitária de jovens das camadas populares, que nele encontram reconhecimento, lazer e afirmação de sua existência. A autora destaca que letras de funk retratam a vida da favela, celebram a juventude periférica e, em muitos casos, articulam críticas às condições de vida impostas pela desigualdade social. Ao final, ela defende que estigmatizar o funk é uma forma de silenciar a voz de grupos historicamente marginalizados. Com base nessa análise, a pesquisadora defende que o funk carioca deve ser compreendido principalmente como

Auma manifestação perigosa e sem valor cultural, que merece ser banida dos espaços públicos.Buma expressão cultural legítima das periferias, que articula identidade, afirmação e crítica social.Cum produto de importação estrangeira sem qualquer raiz na realidade brasileira.Dum gênero exclusivamente voltado ao mercado internacional, alheio ao cotidiano das favelas cariocas.Euma forma de entretenimento superficial que evita qualquer reflexão sobre desigualdade ou identidade.

Gabarito: B. A pesquisadora ressignifica o funk ao deslocar o olhar do estigma para a função cultural: expressão de identidade, lazer e crítica social das periferias. Analisar discursos sobre manifestações culturais populares exige perceber que o julgamento de valor carrega posições de poder, e que reconhecer a voz de grupos marginalizados é parte da leitura crítica de textos culturais.

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Dicas para Música e Cinema Nacional no ENEM

Perguntas frequentes

Música e Cinema Nacional cai no ENEM?

Sim, Música e Cinema Nacional é um dos conteúdos cobrados no ENEM dentro da área de Linguagens. Costuma aparecer em questões contextualizadas que exigem interpretação e aplicação de conceitos.

Como estudar Música e Cinema Nacional para o ENEM?

Para dominar Música e Cinema Nacional no ENEM: (1) revise a teoria com foco nos conceitos mais cobrados, (2) resolva questões de anos anteriores, (3) identifique seus erros e revise os pontos fracos, (4) faça simulados cronometrados.

Qual a dificuldade de Música e Cinema Nacional no ENEM?

As questões de Música e Cinema Nacional no ENEM variam de fácil a difícil. A maioria exige interpretação de texto e aplicação de conceitos em situações cotidianas, não apenas memorização.

Quantas questões de Música e Cinema Nacional caem no ENEM?

O ENEM não divulga a distribuição exata por subtema, mas Música e Cinema Nacional costuma aparecer em 1 a 3 questões por edição dentro de Linguagens.

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