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Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) no ENEM

Questões resolvidas com gabarito comentado, teoria e dicas para o ENEM. 15 questões disponíveis no banco.

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O que é Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) no ENEM?

Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) é um dos conteúdos cobrados na área de Linguagens no ENEM. As questões sobre este tema geralmente exigem interpretação de situações do cotidiano, combinando conhecimento teórico com raciocínio lógico.

No ENEM, este conteúdo aparece integrado a textos, gráficos, tabelas ou situações-problema reais, exigindo que o candidato saiba aplicar o conhecimento, não apenas memorizá-lo.

Para ir bem neste subtema, é essencial revisar os conceitos fundamentais, praticar com questões de diferentes níveis de dificuldade e ler as explicações das questões erradas com atenção.

Questões de Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) com gabarito

Questão 1

Em 1928, Oswald de Andrade publicou o Manifesto Antropófago, um dos documentos mais importantes do Modernismo brasileiro. Nele, o autor propõe que a cultura brasileira deve 'devorar' as influências estrangeiras, assim como os indígenas tupi devoravam seus inimigos para absorver suas forças. A ideia central é que o Brasil não deve imitar servilmente a Europa, mas sim assimilar o que vem de fora e transformá-lo em algo original e próprio. A expressão central do manifesto, 'Tupi or not tupi, that is the question', parafraseia Shakespeare para sintetizar essa postura de autonomia cultural com humor e irreverência. Com base nessas informações, a metáfora da antropofagia cultural proposta por Oswald de Andrade representa:

Aa submissão passiva da cultura brasileira aos modelos europeus mais valorizados.Ba assimilação criativa e transformadora das influências estrangeiras pela cultura nacional.Ca rejeição total de qualquer influência externa, defendendo um isolamento cultural absoluto.Da restauração do período colonial e da dependência cultural em relação a Portugal.Eo abandono das tradições indígenas em nome da modernidade industrial europeia.

Gabarito: B. O Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade propõe que o Brasil deve 'devorar' as influências culturais externas para criar algo novo e original, em lugar de copiá-las. Essa ideia de antropofagia cultural tornou-se um dos conceitos centrais do Modernismo brasileiro, inspirando gerações de artistas a buscar uma identidade que absorve o de fora sem perder o que é próprio.

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Questão 2

Rachel de Queiroz, primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, estreou na literatura com o romance 'O Quinze' (1930), obra que lançou as bases do romance regionalista nordestino. A narrativa retrata a seca de 1915 no Ceará, acompanhando retirantes que partem em busca de sobrevivência e uma jovem de família tradicional que questiona os papéis impostos às mulheres. A linguagem é direta e documental, com forte enraizamento na paisagem e nos costumes da região. Leia o trecho composto no estilo da obra: 'O gado morria sem água. A família partia sem destino. Conceição ficava a observar aquela gente esfarrapada que passava pela estrada como um rio de miséria, e sentia que o mundo era feito de injustiça, de seca e de silêncio.' Considerando a obra e o trecho, qual das afirmações melhor descreve a proposta narrativa de Rachel de Queiroz?',

AIdealizar a vida sertaneja como pitoresca e harmoniosa, ocultando os conflitos sociais.BDenunciar as condições de miséria do sertão nordestino articulando drama social e questionamento dos papéis femininos.CNarrar aventuras de cavaleiros medievais em paisagens imaginárias distantes do Brasil.DDefender o modelo econômico agrário como solução para os problemas do Nordeste.ECelebrar a grandeza das elites rurais nordestinas como modelo de virtude e prosperidade.

Gabarito: B. Rachel de Queiroz inaugurou o romance de 30 no Nordeste ao unir denúncia social da seca com a perspectiva de uma personagem feminina crítica de sua condição. Essa dupla dimensão — drama coletivo dos retirantes e questionamento dos papéis de gênero — distingue 'O Quinze' na tradição regionalista e o situa como obra pioneira tanto do ponto de vista temático quanto do literário.

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Questão 3

Guimarães Rosa, autor de 'Grande Sertão: Veredas' (1956), integra a terceira geração modernista e é célebre pela renovação radical da linguagem. Em sua obra, o sertão de Minas Gerais é narrado por Riobaldo num fluxo de memória em que se misturam reflexão filosófica, oralidade e invenção vocabular: o autor cria neologismos, recupera arcaísmos e funde palavras para expressar uma experiência que ultrapassa o relato regional simples. Leia o trecho composto no estilo do autor: 'Viver é muito perigoso, eu sei. O sertão é dentro da gente, não é só serra e seca. Travessia se faz é assim, desinventando o caminho, inventando outro, no meio do nunca-mais e do sempre-ainda.' Considerando o contexto e o trecho, a principal contribuição estética de Guimarães Rosa nesse fragmento consiste em:

Areproduzir a fala sertaneja de modo documental, sem qualquer recriação ou invenção.Btransformar a linguagem em matéria de invenção, fundindo oralidade, neologismo e reflexão.Cadotar uma prosa objetiva e jornalística, voltada apenas à informação factual.Dimitar a sintaxe e o vocabulário rebuscados típicos do Arcadismo setecentista.Elimitar a narrativa à descrição geográfica do sertão, sem dimensão filosófica.

Gabarito: B. Em 'Grande Sertão: Veredas', Guimarães Rosa renova a prosa modernista ao tratar a linguagem como criação: neologismos, arcaísmos e fusões verbais constroem um sertão que é, ao mesmo tempo, geográfico e metafísico. Reconhecer essa invenção é perceber que, na terceira geração, a forma da palavra carrega o próprio sentido da obra.

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Dicas para Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) no ENEM

Perguntas frequentes

Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) cai no ENEM?

Sim, Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) é um dos conteúdos cobrados no ENEM dentro da área de Linguagens. Costuma aparecer em questões contextualizadas que exigem interpretação e aplicação de conceitos.

Como estudar Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) para o ENEM?

Para dominar Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) no ENEM: (1) revise a teoria com foco nos conceitos mais cobrados, (2) resolva questões de anos anteriores, (3) identifique seus erros e revise os pontos fracos, (4) faça simulados cronometrados.

Qual a dificuldade de Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) no ENEM?

As questões de Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) no ENEM variam de fácil a difícil. A maioria exige interpretação de texto e aplicação de conceitos em situações cotidianas, não apenas memorização.

Quantas questões de Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) caem no ENEM?

O ENEM não divulga a distribuição exata por subtema, mas Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) costuma aparecer em 1 a 3 questões por edição dentro de Linguagens.

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