Ciências Humanas

Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo no ENEM

Questões resolvidas com gabarito comentado, teoria e dicas para o ENEM. 16 questões disponíveis no banco.

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O que é Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo no ENEM?

Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo é um dos conteúdos cobrados na área de Ciências Humanas no ENEM. As questões sobre este tema geralmente exigem interpretação de situações do cotidiano, combinando conhecimento teórico com raciocínio lógico.

No ENEM, este conteúdo aparece integrado a textos, gráficos, tabelas ou situações-problema reais, exigindo que o candidato saiba aplicar o conhecimento, não apenas memorizá-lo.

Para ir bem neste subtema, é essencial revisar os conceitos fundamentais, praticar com questões de diferentes níveis de dificuldade e ler as explicações das questões erradas com atenção.

Questões de Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo com gabarito

Questão 1

Na França do século XVII, o rei Luís XIV concentrou em suas mãos todos os poderes do reino. Apoiado pela ideia de que o monarca recebia sua autoridade diretamente de Deus, ele controlava a administração, a justiça e o exército sem precisar consultar assembleias ou compartilhar decisões com a nobreza. O palácio de Versalhes tornou-se o centro da vida política e cortesã, e os nobres passaram a depender dos favores reais. A frase atribuída ao rei, 'o Estado sou eu', sintetiza a forma como a sociedade francesa daquele período organizava o poder. Nesse modelo, não havia limites institucionais à vontade do soberano, e a obediência dos súditos era apresentada como um dever religioso. Considerando o contexto histórico descrito e a maneira como o poder se concentrava na figura do rei, qual conceito político melhor define esse regime?

ARepública parlamentarista, em que o poder é exercido por representantes eleitos pela população.BAbsolutismo monárquico, em que o rei concentra poderes ilimitados legitimados pelo direito divino.CDemocracia direta, em que os cidadãos decidem os assuntos públicos em assembleias populares.DFeudalismo descentralizado, em que a autoridade se fragmenta entre senhores locais autônomos.ESocialismo de Estado, em que os meios de produção pertencem coletivamente à sociedade.

Gabarito: B. O absolutismo monárquico foi a forma de poder predominante na Europa moderna, em que o rei concentrava a autoridade legitimada pelo direito divino. Versalhes e a frase 'o Estado sou eu' simbolizam esse modelo, no qual a obediência era apresentada como dever religioso e não havia controle institucional sobre o soberano.

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Questão 2

O filósofo inglês John Locke, em seus Dois Tratados sobre o Governo, publicados em 1689, propôs uma teoria do poder político profundamente diferente da de Hobbes. Para Locke, os indivíduos possuem, antes de qualquer governo, direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade. O contrato social não entrega esses direitos ao soberano, mas apenas delega ao governo a tarefa de protegê-los. Quando o governante os viola, os cidadãos têm o direito legítimo de resistir e de substituir o governo. Essa concepção, formulada no contexto das disputas políticas da Inglaterra do século XVII e da Revolução Gloriosa, influenciou profundamente o constitucionalismo e as revoluções liberais do século seguinte. Considerando o pensamento de Locke descrito no texto e sua relação com os debates políticos da época, qual princípio o distingue do contratualismo de Hobbes e fundamenta o liberalismo político moderno?

AA defesa de que os indivíduos devem renunciar a todos os seus direitos ao firmar o contrato social com o soberano.BA crença de que o poder absoluto do monarca é a única forma de garantir a ordem e a segurança sociais.CO reconhecimento de direitos naturais anteriores ao Estado e do direito de resistência quando o governo os viola.DA proposta de que a soberania pertence inteiramente ao povo, que a exerce por meio da vontade geral.EA ideia de que a riqueza nacional depende da intervenção do Estado no comércio exterior e na produção interna.

Gabarito: C. John Locke fundou o liberalismo político ao defender que os indivíduos possuem direitos naturais pré-políticos que o governo apenas tutela, e que a violação desses direitos legitima a resistência. Essa ideia, forjada no contexto da Revolução Gloriosa inglesa, distingue-o de Hobbes e influenciou a Declaração de Independência americana e os princípios da Revolução Francesa.

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Questão 3

Em um trecho que sintetiza o pensamento de Jean-Jacques Rousseau, exposto em O Contrato Social, de 1762, lê-se: 'o homem nasce livre, e por toda parte encontra-se acorrentado'. Para o filósofo, a legitimidade do poder não vem de Deus nem da força, mas de um pacto em que os indivíduos se associam livremente e formam um corpo político soberano. Cada cidadão obedece, então, não a um monarca, mas à vontade geral, expressão do interesse comum da comunidade. Por esse acordo, todos seriam ao mesmo tempo autores e súditos das leis, e a soberania pertenceria ao próprio povo. Essas ideias contrastavam com a organização da sociedade do Antigo Regime. Considerando o documento e o pensamento do filósofo, qual concepção política se opõe diretamente ao contratualismo absolutista e fundamenta a soberania popular?

AA de que o poder soberano deve ser transferido de forma irrevogável a um governante forte e incontestável.BA de que a legitimidade do poder repousa na vontade geral e na soberania que pertence ao próprio povo.CA de que a autoridade dos reis decorre diretamente de Deus e não pode ser questionada pelos súditos.DA de que a divisão da sociedade em estamentos privilegiados é natural e necessária à ordem política.EA de que a riqueza da nação depende do acúmulo de metais preciosos e do controle do comércio colonial.

Gabarito: B. Rousseau reelabora o contrato social para fundar a soberania no povo e na vontade geral, opondo-se ao contratualismo absolutista de Hobbes. Essa ideia inspirou os ideais de cidadania e de soberania popular das revoluções modernas, distinguindo-se do direito divino e da sociedade estamental do Antigo Regime.

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Dicas para Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo no ENEM

Perguntas frequentes

Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo cai no ENEM?

Sim, Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo é um dos conteúdos cobrados no ENEM dentro da área de Ciências Humanas. Costuma aparecer em questões contextualizadas que exigem interpretação e aplicação de conceitos.

Como estudar Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo para o ENEM?

Para dominar Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo no ENEM: (1) revise a teoria com foco nos conceitos mais cobrados, (2) resolva questões de anos anteriores, (3) identifique seus erros e revise os pontos fracos, (4) faça simulados cronometrados.

Qual a dificuldade de Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo no ENEM?

As questões de Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo no ENEM variam de fácil a difícil. A maioria exige interpretação de texto e aplicação de conceitos em situações cotidianas, não apenas memorização.

Quantas questões de Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo caem no ENEM?

O ENEM não divulga a distribuição exata por subtema, mas Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo costuma aparecer em 1 a 3 questões por edição dentro de Ciências Humanas.

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