Ciências Humanas

Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) no ENEM

Questões resolvidas com gabarito comentado, teoria e dicas para o ENEM. 15 questões disponíveis no banco.

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O que é Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) no ENEM?

Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) é um dos conteúdos cobrados na área de Ciências Humanas no ENEM. As questões sobre este tema geralmente exigem interpretação de situações do cotidiano, combinando conhecimento teórico com raciocínio lógico.

No ENEM, este conteúdo aparece integrado a textos, gráficos, tabelas ou situações-problema reais, exigindo que o candidato saiba aplicar o conhecimento, não apenas memorizá-lo.

Para ir bem neste subtema, é essencial revisar os conceitos fundamentais, praticar com questões de diferentes níveis de dificuldade e ler as explicações das questões erradas com atenção.

Questões de Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) com gabarito

Questão 1

Em uma aula de filosofia sobre a cultura intelectual da Antiguidade tardia, o professor apresenta Santo Agostinho de Hipona (354–430), um dos principais nomes da Patrística, o período em que os primeiros pensadores cristãos, chamados Padres da Igreja, organizaram a doutrina e a defenderam diante das ideias pagãs. Agostinho havia estudado a filosofia grega e foi profundamente marcado por Platão, de quem absorveu a valorização do mundo das ideias eternas em contraste com o mundo sensível. Para ele, a fé e a razão não eram inimigas: o ser humano deveria primeiro acreditar para depois compreender, pois a crença iluminaria o entendimento. Essa atitude ficou resumida na célebre fórmula que orientou boa parte do pensamento cristão antigo. Considerando essa descrição, a expressão que melhor sintetiza a relação entre fé e razão proposta por Santo Agostinho é

A"Crer para entender", ou seja, a fé antecede e ilumina o exercício da razão.B"Penso, logo existo", afirmação que funda o conhecimento na dúvida metódica.C"O homem é a medida de todas as coisas", máxima que torna o ser humano critério da verdade.D"Só sei que nada sei", reconhecimento socrático da própria ignorância.E"Saber é poder", lema que associa o conhecimento ao domínio técnico da natureza.

Gabarito: A. A fórmula agostiniana "crer para entender" expressa o ideal patrístico de que a fé não anula a razão, mas a guia. Reconhecer essa prioridade da fé ajuda a compreender por que, no pensamento cristão antigo, filosofia e religião caminhavam juntas em vez de se oporem.

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Questão 2

Em material sobre o pensamento da sociedade medieval cristã, um professor explica que São Tomás de Aquino propôs cinco argumentos racionais para demonstrar a existência de Deus, conhecidos como as "cinco vias". Uma delas parte da observação de que tudo o que se move é movido por outra coisa; como essa cadeia de movimentos não pode recuar ao infinito, deve existir um primeiro motor que move sem ser movido, e a esse princípio todos chamam Deus. O importante é que Tomás constrói esse raciocínio observando o mundo natural e usando a lógica, sem recorrer diretamente à autoridade das Escrituras. Considerando essa descrição, a estratégia filosófica de São Tomás nas cinco vias revela que, para ele, a relação entre fé e razão se caracteriza pela

Aharmonia entre fé e razão, já que a razão pode, por si, apontar para verdades que a fé também ensina.Boposição total entre fé e razão, sendo a razão considerada inimiga da verdade religiosa.Csubstituição da fé pela razão, de modo que a religião se tornaria desnecessária.Drecusa de qualquer prova racional, pois Deus só poderia ser conhecido pela revelação direta.Eindiferença entre as duas, uma vez que fé e razão tratariam de mundos sem qualquer contato.

Gabarito: A. As cinco vias mostram o projeto tomista de conciliar a filosofia aristotélica com a fé cristã: razão e revelação, por terem origem em Deus, não se contradizem. Entender essa harmonia esclarece por que a Escolástica valorizava o debate racional dentro de uma cultura profundamente religiosa.

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Questão 3

Em material de revisão sobre a teoria do conhecimento na Patrística, lê-se que Santo Agostinho propôs uma teoria chamada iluminismo ou iluminação divina para explicar como os seres humanos chegam a conhecer as verdades eternas e imutáveis. Para ele, a mente humana, por si só, não seria capaz de alcançar verdades absolutas — a certeza sobre o bem, a beleza, a justiça ou a matemática. Essas verdades não vêm dos sentidos, que percebem apenas o mundo instável, nem resultam apenas do esforço intelectual humano. São, antes, iluminadas por Deus na mente de quem as contempla, de modo que conhecer, para Agostinho, é sempre um ato que depende da ação divina. Essa ideia relaciona-se diretamente com a influência de Platão, pois as verdades imutáveis lembram as Formas ou Ideias platônicas, mas com um acréscimo cristão: a fonte da iluminação é o próprio Deus. Considerando essa descrição, na teoria da iluminação de Santo Agostinho, o papel de Deus no ato de conhecer é

Ailuminar a mente humana, tornando acessíveis as verdades eternas que os sentidos e a razão sozinhos não alcançam.Bsubstituir completamente a razão humana, de modo que o ser humano não participa do ato de conhecer.Cfornecer ao ser humano dados sensoriais mais precisos para que a experiência garanta certeza.Drevelar apenas verdades práticas sobre a moral cotidiana, deixando o conhecimento teórico à razão pura.Eimpedir que a mente humana chegue a verdades certas, reservando todo conhecimento ao clero.

Gabarito: A. A teoria da iluminação liga Agostinho a Platão, pois ambos sustentam que as verdades imutáveis transcendem o mundo sensível. Para Agostinho, pois o Deus cristão é a origem dessas verdades, conhecer envolve sempre uma abertura ao divino. Essa ideia marcou profundamente o pensamento patrístico e ajuda a entender por que, para Agostinho, fé e razão não se opõem, dado que ambas dependem de Deus.

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Dicas para Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) no ENEM

Perguntas frequentes

Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) cai no ENEM?

Sim, Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) é um dos conteúdos cobrados no ENEM dentro da área de Ciências Humanas. Costuma aparecer em questões contextualizadas que exigem interpretação e aplicação de conceitos.

Como estudar Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) para o ENEM?

Para dominar Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) no ENEM: (1) revise a teoria com foco nos conceitos mais cobrados, (2) resolva questões de anos anteriores, (3) identifique seus erros e revise os pontos fracos, (4) faça simulados cronometrados.

Qual a dificuldade de Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) no ENEM?

As questões de Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) no ENEM variam de fácil a difícil. A maioria exige interpretação de texto e aplicação de conceitos em situações cotidianas, não apenas memorização.

Quantas questões de Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) caem no ENEM?

O ENEM não divulga a distribuição exata por subtema, mas Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) costuma aparecer em 1 a 3 questões por edição dentro de Ciências Humanas.

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