Ciências Humanas

Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM

Questões resolvidas com gabarito comentado, teoria e dicas para o ENEM.

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O que é Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM?

Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) é um dos conteúdos cobrados na área de Ciências Humanas no ENEM. As questões sobre este tema geralmente exigem interpretação de situações do cotidiano, combinando conhecimento teórico com raciocínio lógico.

No ENEM, este conteúdo aparece integrado a textos, gráficos, tabelas ou situações-problema reais, exigindo que o candidato saiba aplicar o conhecimento, não apenas memorizá-lo.

Para ir bem neste subtema, é essencial revisar os conceitos fundamentais, praticar com questões de diferentes níveis de dificuldade e ler as explicações das questões erradas com atenção.

Questões de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) com gabarito

Questão 1

Em uma aula de Filosofia, o professor apresenta o pensamento de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão do final do século XIX que dedicou parte de sua obra a investigar a origem histórica dos valores morais. Para ele, aquilo que a sociedade costuma chamar de bem e de mal não é eterno nem dado por uma ordem divina, mas resultado de disputas concretas entre grupos humanos ao longo do tempo. Em uma passagem que sintetiza sua crítica, Nietzsche sustenta que a moral ocidental, marcada por valores como humildade, obediência e renúncia, teria surgido de uma reação dos fracos contra os fortes, invertendo os valores aristocráticos originais. Esse trabalho de investigar como os valores morais nasceram e se transformaram na cultura recebe um nome específico em sua filosofia. Considerando essa exposição, qual expressão nomeia esse método de Nietzsche que examina a origem e a transformação histórica dos valores morais?

AGenealogia da moral, que investiga a origem e a transformação histórica dos valores.BImperativo categórico, lei moral universal e incondicionada proposta por Kant.CMaiêutica, método de fazer o interlocutor dar à luz suas próprias ideias.DDialética hegeliana, movimento de superação de contradições rumo ao espírito absoluto.EDúvida metódica, procedimento de duvidar de tudo para alcançar uma verdade certa.

Gabarito: A. A genealogia da moral mostra que os valores têm história e nascem de relações de força, e não de verdades absolutas. Reconhecer essa abordagem ajuda a perceber como Nietzsche questiona a pretensão de que a moral vigente seja natural ou universal, abrindo espaço para a crítica cultural.

Questão 2

Um texto de divulgação filosófica apresenta uma ideia central de Karl Marx, pensador alemão do século XIX, sobre o trabalho no sistema capitalista. Segundo essa leitura, na fábrica moderna o trabalhador vende sua força de trabalho ao dono dos meios de produção e passa a produzir mercadorias que não lhe pertencem. O produto de seu esforço se torna algo estranho, externo, controlado por outro, e o próprio ato de trabalhar deixa de ser realização pessoal para virar apenas meio de sobreviver. Nessa condição social, o operário não se reconhece naquilo que faz, sente-se separado do resultado de sua atividade e até de sua própria humanidade. Esse processo, em que o trabalhador se torna estranho ao fruto e ao sentido de seu trabalho, recebe um nome preciso na obra de Marx. Diante dessa descrição, qual conceito marxista nomeia essa separação entre o trabalhador e o produto de seu trabalho?

AAlienação, separação entre o trabalhador e o produto e o sentido de seu trabalho.BCidadania, conjunto de direitos e deveres do indivíduo perante o Estado.CMais-valia, parte do valor produzido pelo trabalho apropriada pelo capitalista.DFetichismo da política, culto exagerado às instituições do governo.EAnomia, ausência de normas sociais claras que regulem a conduta dos indivíduos.

Gabarito: A. A alienação descreve como, no capitalismo, o trabalho deixa de ser meio de realização e se torna atividade estranha ao próprio trabalhador. Compreender esse conceito ajuda a analisar criticamente a relação entre indivíduo, produção e sociedade, distinguindo alienação de outras categorias marxistas como a mais-valia.

Questão 3

Ao cobrir o julgamento de um alto funcionário nazista responsável pela logística da deportação de judeus para campos de extermínio, a filósofa Hannah Arendt observou que o réu não parecia um monstro extraordinário, movido por ódio fanático e excepcional. Ele se apresentava como um burocrata comum, obediente, preocupado em cumprir ordens e em fazer carreira, que afirmava apenas ter executado as tarefas que lhe foram designadas. Para Arendt, o horror residia justamente nisso: crimes monstruosos contra a sociedade humana podiam ser cometidos por pessoas medíocres que renunciavam a pensar e a julgar por conta própria, transformando-se em peças obedientes de uma máquina de extermínio. Dessa reflexão sobre o totalitarismo nasceu uma expressão que se tornou célebre na filosofia política contemporânea. Considerando essa observação de Arendt, qual expressão nomeia a ideia de que grandes males podem ser praticados por pessoas comuns e irreflexivas?

ABanalidade do mal, ideia de que grandes crimes podem ser cometidos por pessoas comuns e irreflexivas.BVontade geral, expressão da soberania popular formulada por Rousseau.CRazão instrumental, uso do pensamento apenas como cálculo de meios e fins.DContrato social, pacto que funda a autoridade política legítima entre os homens.EMão invisível, mecanismo de mercado que harmoniza interesses individuais.

Gabarito: A. A banalidade do mal chama atenção para o perigo da obediência acrítica e da renúncia ao pensamento, mostrando que regimes totalitários se apoiam em indivíduos comuns que deixam de julgar. Compreender essa ideia ajuda a valorizar a responsabilidade individual e o pensamento crítico na vida social.

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Dicas para Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM

Perguntas frequentes

Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) cai no ENEM?

Sim, Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) é um dos conteúdos cobrados no ENEM dentro da área de Ciências Humanas. Costuma aparecer em questões contextualizadas que exigem interpretação e aplicação de conceitos.

Como estudar Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) para o ENEM?

Para dominar Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM: (1) revise a teoria com foco nos conceitos mais cobrados, (2) resolva questões de anos anteriores, (3) identifique seus erros e revise os pontos fracos, (4) faça simulados cronometrados.

Qual a dificuldade de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM?

As questões de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM variam de fácil a difícil. A maioria exige interpretação de texto e aplicação de conceitos em situações cotidianas, não apenas memorização.

Quantas questões de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) caem no ENEM?

O ENEM não divulga a distribuição exata por subtema, mas Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) costuma aparecer em 1 a 3 questões por edição dentro de Ciências Humanas.

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