Ciências Humanas

Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM

Questões resolvidas com gabarito comentado, teoria e dicas para o ENEM. 15 questões disponíveis no banco.

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O que é Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM?

Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) é um dos conteúdos cobrados na área de Ciências Humanas no ENEM. As questões sobre este tema geralmente exigem interpretação de situações do cotidiano, combinando conhecimento teórico com raciocínio lógico.

No ENEM, este conteúdo aparece integrado a textos, gráficos, tabelas ou situações-problema reais, exigindo que o candidato saiba aplicar o conhecimento, não apenas memorizá-lo.

Para ir bem neste subtema, é essencial revisar os conceitos fundamentais, praticar com questões de diferentes níveis de dificuldade e ler as explicações das questões erradas com atenção.

Questões de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) com gabarito

Questão 1

Theodor Adorno e Max Horkheimer, pensadores da chamada Escola de Frankfurt, escreveram em meados do século XX uma análise crítica da cultura nas sociedades industriais. Para eles, a produção de filmes, músicas e programas de entretenimento havia se transformado em uma poderosa indústria, organizada como qualquer outra fábrica, voltada ao lucro e à padronização dos produtos. Em vez de estimular a reflexão e a autonomia, essa indústria ofereceria à população bens culturais repetitivos e fáceis, que ocupam o tempo livre, acomodam o público e reforçam a ordem existente. A razão, que poderia servir à emancipação humana, seria reduzida a mero instrumento de cálculo a serviço da dominação e do consumo. Esse diagnóstico crítico marcou a teoria social do período. A partir desse texto, qual é a principal crítica que Adorno e Horkheimer dirigem à indústria cultural?

AEla amplia a autonomia crítica do público ao oferecer obras cada vez mais sofisticadas.BEla padroniza os bens culturais e enfraquece a reflexão, reforçando a ordem e a dominação vigentes.CEla elimina o lucro da produção artística ao subordiná-la integralmente ao Estado.DEla valoriza a alta cultura erudita em detrimento das formas populares de entretenimento.EEla restringe o acesso aos bens culturais apenas às elites economicamente privilegiadas.

Gabarito: B. A indústria cultural, na teoria de Frankfurt, mostra como a razão instrumental converte a cultura em mercadoria padronizada que adormece a crítica. Entender esse diagnóstico ajuda a analisar o consumo de entretenimento na sociedade atual e a perceber como produtos culturais podem reforçar ou questionar a ordem social.

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Questão 2

Em um debate público sobre a distribuição de recursos escassos de saúde, dois argumentos se confrontam. O primeiro, de inspiração utilitarista, sustenta que a decisão correta é aquela que produz a maior soma de bem-estar para o maior número de pessoas, ainda que isso prejudique alguns indivíduos em nome do resultado coletivo. O segundo, inspirado na ética do discurso de Jürgen Habermas, afirma que uma norma só é legítima se puder ser aceita por todos os afetados em um diálogo racional, livre de coerção, no qual cada pessoa apresente argumentos e participe da decisão em condições de igualdade. Os dois modelos disputam o modo de fundamentar decisões morais que afetam toda a comunidade. A partir do texto, a principal diferença entre a posição utilitarista e a ética do discurso de Habermas está em que

Aambas avaliam a ação apenas pelas intenções do agente, ignorando consequências e diálogo.Ba utilitarista mede a ação por suas consequências em bem-estar, enquanto a ética do discurso funda a norma no consenso racional entre todos os afetados.Ca utilitarista exige o consenso de todos os afetados, ao passo que Habermas se baseia no cálculo de prazer e dor.Dambas rejeitam qualquer discussão racional e decidem por tradição religiosa.Ea ética do discurso despreza a igualdade entre os participantes, enquanto o utilitarismo a garante.

Gabarito: B. O utilitarismo julga a moralidade pelas consequências em bem-estar, enquanto a ética do discurso de Habermas fundamenta normas no consenso alcançado por argumentação racional entre os afetados. Distinguir esses critérios ajuda a analisar dilemas contemporâneos de bioética e justiça que envolvem toda a sociedade.

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Questão 3

Em uma pesquisa sobre pensamento político contemporâneo, estudantes foram apresentados à obra da filósofa Hannah Arendt, dedicada em grande parte ao estudo dos regimes totalitários que emergiram na Europa nas décadas de 1920 e 1930. Para a autora, o totalitarismo se distinguia das tiranias tradicionais não apenas pela extensão da violência, mas por buscar a destruição sistemática da vida pública e do espaço onde os cidadãos se reúnem para agir e deliberar em conjunto. Em regimes totalitários, partidos únicos, terror generalizado e propaganda constante serviam para isolar os indivíduos uns dos outros, eliminar a pluralidade de vozes e apagar qualquer esfera onde a ação política autônoma pudesse existir. Para Arendt, a política genuína depende da pluralidade humana e da capacidade dos cidadãos de aparecerem perante os outros para agir e falar. Considerando esse diagnóstico de Arendt, qual é a característica que ela considera essencial para a existência de uma política autêntica e que o totalitarismo destrói?

AA obediência incondicional dos cidadãos a um líder que encarne a vontade da nação.BO controle estatal completo da economia e dos meios de produção pela burocracia.CA pluralidade e o espaço público onde os cidadãos agem e falam em conjunto.DA eliminação das diferenças entre os indivíduos em nome da igualdade absoluta.EA primazia dos interesses privados sobre qualquer forma de ação coletiva.

Gabarito: C. Para Arendt, a política nasce da pluralidade: é no espaço público compartilhado que os seres humanos agem e revelam quem são. O totalitarismo destrói esse espaço ao transformar os cidadãos em massa atomizada e obediente. Compreender esse argumento ajuda a valorizar as instituições democráticas e o debate público como condições da liberdade política.

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Dicas para Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM

Perguntas frequentes

Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) cai no ENEM?

Sim, Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) é um dos conteúdos cobrados no ENEM dentro da área de Ciências Humanas. Costuma aparecer em questões contextualizadas que exigem interpretação e aplicação de conceitos.

Como estudar Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) para o ENEM?

Para dominar Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM: (1) revise a teoria com foco nos conceitos mais cobrados, (2) resolva questões de anos anteriores, (3) identifique seus erros e revise os pontos fracos, (4) faça simulados cronometrados.

Qual a dificuldade de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM?

As questões de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) no ENEM variam de fácil a difícil. A maioria exige interpretação de texto e aplicação de conceitos em situações cotidianas, não apenas memorização.

Quantas questões de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) caem no ENEM?

O ENEM não divulga a distribuição exata por subtema, mas Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) costuma aparecer em 1 a 3 questões por edição dentro de Ciências Humanas.

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