Ciências Humanas

Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) no ENEM

Questões resolvidas com gabarito comentado, teoria e dicas para o ENEM. 15 questões disponíveis no banco.

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O que é Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) no ENEM?

Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) é um dos conteúdos cobrados na área de Ciências Humanas no ENEM. As questões sobre este tema geralmente exigem interpretação de situações do cotidiano, combinando conhecimento teórico com raciocínio lógico.

No ENEM, este conteúdo aparece integrado a textos, gráficos, tabelas ou situações-problema reais, exigindo que o candidato saiba aplicar o conhecimento, não apenas memorizá-lo.

Para ir bem neste subtema, é essencial revisar os conceitos fundamentais, praticar com questões de diferentes níveis de dificuldade e ler as explicações das questões erradas com atenção.

Questões de Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) com gabarito

Questão 1

Em sua reflexão sobre a vida boa, Aristóteles sustenta que a virtude moral não é um dom inato, mas um hábito conquistado pela repetição de boas ações ao longo da convivência em sociedade. Para ele, cada virtude se encontra em um justo meio entre dois excessos viciosos: a coragem, por exemplo, é o equilíbrio entre a covardia, que é falta, e a temeridade, que é excesso; a generosidade está entre a avareza e o desperdício. Esse meio-termo não é uma medida matemática igual para todos, mas o ponto adequado em relação a cada pessoa e a cada situação concreta, determinado pela razão prática do homem prudente. Cultivar esses hábitos conduziria à felicidade, entendida como realização plena da natureza humana. Essa concepção fundou uma tradição duradoura na cultura ética ocidental. Qual princípio orienta a ética da virtude proposta por Aristóteles?

AA busca do justo meio entre dois extremos viciosos, conforme a razão prática.BA obediência incondicional às leis divinas reveladas nas escrituras.CA renúncia total aos prazeres e às paixões como caminho da salvação.DO cálculo da maior felicidade para o maior número de pessoas.EA submissão da conduta individual à vontade absoluta do soberano.

Gabarito: A. A ética aristotélica é uma ética da virtude centrada no meio-termo: a excelência moral está no equilíbrio entre o excesso e a falta, alcançado pelo hábito e guiado pela prudência. Esse modelo, que liga virtude e felicidade, influenciou profundamente a filosofia moral ocidental.

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Questão 2

Na Atenas do século V a.C., Sócrates se diferenciava dos sofistas em um aspecto essencial: enquanto esses mestres cobravam por suas aulas e se apresentavam como portadores de um saber pronto a ser transmitido sobre retórica e política, Sócrates afirmava não saber nada e recusava qualquer pagamento. Sua aparente ignorância era, na verdade, uma estratégia filosófica: fingindo desconhecimento, ele convidava o interlocutor a expor suas próprias opiniões e, por meio de perguntas certeiras, demonstrava que essas opiniões eram contraditórias ou infundadas. Essa postura foi chamada de ironia socrática e fazia parte de um método mais amplo de investigação dialógica que visava não à transmissão de respostas prontas, mas à produção coletiva de conhecimento por meio do questionamento rigoroso. Confrontando as práticas de Sócrates e dos sofistas, qual diferença fundamental o texto apresenta entre as duas abordagens?

AOs sofistas praticavam a ironia e a maiêutica, enquanto Sócrates preferia a retórica.BSócrates e os sofistas compartilhavam o mesmo objetivo de ensinar a virtude por um preço acessível.COs sofistas vendiam um saber pronto sobre retórica, enquanto Sócrates usava a ignorância fingida para produzir conhecimento pelo diálogo.DSócrates acumulava riqueza com suas lições, pois seu método era mais eficiente que o dos sofistas.EOs sofistas eram filósofos da natureza, enquanto Sócrates se dedicava exclusivamente à astronomia.

Gabarito: C. A ironia socrática — fingir ignorância para expor as contradições do interlocutor — distingue o método de Sócrates da sofística: onde os sofistas vendiam técnicas prontas, Sócrates promovia a investigação coletiva. Essa diferença é fundamental para entender o conflito entre filosofia e retórica na Atenas clássica.

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Questão 3

Em vários diálogos filosóficos, Platão sustenta que a alma humana, antes de se unir ao corpo, habitou o mundo das ideias, onde contemplou as formas eternas e perfeitas do Belo, do Justo, do Igual e do Bom. Ao encarnar, a alma esquece esse conhecimento, mas é capaz de recordá-lo quando os sentidos lhe apresentam coisas belas, justas ou iguais no mundo sensível. A essas manifestações imperfeitas do mundo físico cabe o papel de despertar na alma a lembrança das formas perfeitas que ela já conheceu. Esse processo de recordação, chamado por Platão de reminiscência, implica que o verdadeiro conhecimento não é adquirido pela experiência sensorial, mas recuperado de dentro da própria alma por meio da reflexão filosófica. O aprendizado seria, nessa perspectiva, sempre um tipo de lembrança de algo que a alma já possuía antes do nascimento do indivíduo. Qual pressuposto metafísico fundamenta a teoria da reminiscência de Platão e a distingue do empirismo?

AA crença de que os sentidos oferecem acesso direto e confiável ao conhecimento verdadeiro das formas.BA tese de que a alma é mortal e perece junto com o corpo, sendo o conhecimento construído apenas pela experiência.CA suposição de que a alma imortal pré-existe ao corpo e já contemplou as ideias perfeitas, tornando o conhecimento uma recordação.DA ideia de que o conhecimento científico moderno, baseado em experimentos, confirma a teoria das formas de Platão.EA convicção de que o mundo sensível é a única realidade existente e que as ideias são abstrações sem existência própria.

Gabarito: C. A reminiscência platônica supõe que a alma imortal já conheceu as formas perfeitas no mundo das ideias antes de encarnar. Aprender é, portanto, recordar. Essa tese distingue Platão do empirismo, para o qual o conhecimento começa com a experiência sensorial: em Platão, os sentidos apenas despertam o que a alma já possuía, evidenciando o dualismo entre mundo sensível e mundo inteligível.

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Dicas para Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) no ENEM

Perguntas frequentes

Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) cai no ENEM?

Sim, Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) é um dos conteúdos cobrados no ENEM dentro da área de Ciências Humanas. Costuma aparecer em questões contextualizadas que exigem interpretação e aplicação de conceitos.

Como estudar Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) para o ENEM?

Para dominar Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) no ENEM: (1) revise a teoria com foco nos conceitos mais cobrados, (2) resolva questões de anos anteriores, (3) identifique seus erros e revise os pontos fracos, (4) faça simulados cronometrados.

Qual a dificuldade de Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) no ENEM?

As questões de Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) no ENEM variam de fácil a difícil. A maioria exige interpretação de texto e aplicação de conceitos em situações cotidianas, não apenas memorização.

Quantas questões de Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) caem no ENEM?

O ENEM não divulga a distribuição exata por subtema, mas Filosofia Antiga (Mito vs. Logos, Pré-Socráticos e Filosofia Clássica) costuma aparecer em 1 a 3 questões por edição dentro de Ciências Humanas.

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