O urinol no museu
Um crítico de arte relembra um episódio decisivo para a cultura das vanguardas europeias do início do século XX. Em 1917, um artista pegou um objeto industrial comum, comprado pronto em uma loja, virou-o de posição, assinou-o com um nome falso e o apresentou como obra de arte em uma exposição. O objeto não foi esculpido nem pintado pelo artista: era apenas escolhido e deslocado de sua função original para o espaço do museu. Com esse gesto provocador, o autor questionava o que define uma obra de arte, zombava das instituições artísticas e negava a ideia de que arte exige técnica manual ou beleza. O crítico explica que essa atitude de provocação, negação e uso do objeto pronto, chamado ready-made, marcou profundamente a arte do século XX. A que vanguarda pertence esse gesto?
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