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Questão de Idade Moderna, Absolutismo e Iluminismo — ENEM

Em uma passagem que sintetiza o contratualismo de Thomas Hobbes, exposto na obra Leviatã, de 1651, o filósofo afirma que, antes de existir um poder comum capaz de manter todos em respeito, os seres humanos viviam em um estado de natureza marcado pelo medo constante e pela guerra de todos contra todos. Nesse cenário, a vida seria solitária, pobre e breve, pois cada indivíduo, movido pelo instinto de sobrevivência, ameaçava os demais. Para escapar dessa insegurança, os homens fariam um pacto, abrindo mão de sua liberdade natural e transferindo o poder a um soberano forte, cuja autoridade não poderia ser contestada. Esse argumento influenciou o debate político da sociedade europeia moderna. A partir do raciocínio do filósofo descrito no texto, qual é a principal justificativa apresentada para a existência de um poder soberano absoluto?
AA necessidade de garantir a igualdade econômica entre todos os membros da sociedade.
BA necessidade de superar a insegurança do estado de natureza por meio de um soberano forte.
CA defesa da soberania popular e do direito de o povo destituir governantes injustos.
DA divisão dos poderes em Executivo, Legislativo e Judiciário para evitar abusos.
EA valorização da vontade geral como fundamento legítimo de toda autoridade política.

Gabarito comentado

Hobbes usou a teoria do contrato social para legitimar o poder absoluto: diante do caos do estado de natureza, os indivíduos cedem sua liberdade a um soberano capaz de garantir ordem e segurança. Reconhecer que o contratualismo de Hobbes sustenta o absolutismo, ao passo que Rousseau e Locke o usam de outro modo, é essencial para não confundir os pensadores.

Resolução passo a passo

O texto resume o contratualismo de Hobbes, para quem o estado de natureza é uma guerra de todos contra todos, e os indivíduos firmam um pacto que transfere o poder a um soberano forte e incontestável, justificando o absolutismo. A segunda alternativa expressa exatamente essa ideia. A primeira é estranha a Hobbes, que não tratava de igualdade econômica. A terceira contraria seu pensamento, uma vez que ele rejeita o direito de destituir o soberano. A quarta atribui a Hobbes a tripartição de Montesquieu, autor diferente. A quinta remete à vontade geral de Rousseau, contrária ao absolutismo hobbesiano. Logo, a justificativa é superar a insegurança natural por meio de um soberano forte.

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