Gabarito comentado
Hobbes usou a teoria do contrato social para legitimar o poder absoluto: diante do caos do estado de natureza, os indivíduos cedem sua liberdade a um soberano capaz de garantir ordem e segurança. Reconhecer que o contratualismo de Hobbes sustenta o absolutismo, ao passo que Rousseau e Locke o usam de outro modo, é essencial para não confundir os pensadores.
Resolução passo a passo
O texto resume o contratualismo de Hobbes, para quem o estado de natureza é uma guerra de todos contra todos, e os indivíduos firmam um pacto que transfere o poder a um soberano forte e incontestável, justificando o absolutismo. A segunda alternativa expressa exatamente essa ideia. A primeira é estranha a Hobbes, que não tratava de igualdade econômica. A terceira contraria seu pensamento, uma vez que ele rejeita o direito de destituir o soberano. A quarta atribui a Hobbes a tripartição de Montesquieu, autor diferente. A quinta remete à vontade geral de Rousseau, contrária ao absolutismo hobbesiano. Logo, a justificativa é superar a insegurança natural por meio de um soberano forte.
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