Ciências HumanasFilosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento)Médio
Questão de Filosofia Contemporânea (Ética, Política e Teoria do Conhecimento) — ENEM
Um texto de filosofia apresentado em sala de aula discutia o conceito central da obra de Friedrich Nietzsche: aquilo que ele denomina vontade de potência. Para o filósofo, essa força não se reduz a querer dominar os outros, mas expressa a tendência de todo ser vivo de expandir sua capacidade, superar-se e impor formas ao mundo. Nietzsche argumenta que a força mais fundamental da vida não é a busca de prazer ou de autoconservação, como sustentavam outras teorias. No plano humano, a vontade de potência criativa se manifestaria sobretudo na capacidade de criar novos valores após a dissolução dos antigos, personificada na figura do 'além-do-homem' (Übermensch). Em contraste, a moral dos fracos seria, para Nietzsche, uma expressão invertida e ressentida da vontade de potência, que nega o mundo e a vida em vez de afirmá-los e transformá-los. A partir desse texto, o conceito nietzschiano de vontade de potência refere-se principalmente a
Ao impulso vital de expansão, superação e criação de valores que está na base de toda ação humana.
Ba busca do maior prazer possível para o maior número de pessoas, como propõe o utilitarismo.
Ca obediência às leis morais universais e imutáveis derivadas da razão pura.
Da tendência humana de conservar o estado atual das coisas e evitar qualquer mudança.
Eo desejo de domínio político exercido pelo Estado sobre os indivíduos por meio da lei.
Gabarito comentado
A vontade de potência é o conceito central da ontologia nietzschiana: não designa poder sobre outros, mas a força criadora de superação e de afirmação da vida. Reconhecê-la ajuda a entender a crítica de Nietzsche à moral cristã e ao niilismo, bem como sua proposta de uma ética afirmativa encarnada na figura do além-do-homem.
Resolução passo a passo
O texto define vontade de potência como a força de expansão, superação e criação de novos valores, distinta da dominação sobre outros, da busca de prazer ou da autoconservação. A primeira alternativa sintetiza exatamente essa definição. A segunda descreve o utilitarismo, teoria radicalmente diferente e rejeitada por Nietzsche. A terceira remete ao imperativo categórico kantiano, que o filósofo também critica. A quarta contraria o argumento, pois a vontade de potência é expansão e criação, não conservação. A quinta reduz o conceito ao domínio estatal, que está fora do escopo da definição. Por isso, a correta é a primeira.
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