LinguagensNorma Culta vs. Linguagem ColoquialDifícil

Questão de Norma Culta vs. Linguagem Coloquial — ENEM

Uma empresa de tecnologia elaborou um manual de comunicação interna com o objetivo de orientar os funcionários sobre como utilizar os canais digitais da organização: e-mail corporativo, chat interno e mural de avisos. O manual estabelecia que o e-mail corporativo deveria empregar a norma culta, com saudação formal, vocabulário técnico e despedida adequada ao contexto profissional. Para o chat interno, o manual permitia um registro mais informal entre colegas do mesmo setor, com o objetivo de agilizar a comunicação cotidiana. Já o mural de avisos, visível a todos os funcionários e parceiros, exigia linguagem clara e formal. Uma funcionária do setor financeiro usou o chat para avisar a colega: 'Ei, já mandei o relatório pro chefe, tá?' e enviou um e-mail ao diretor com a mesma mensagem. O diretor reclamou do tom inadequado do e-mail. Considerando as diretrizes do manual e os princípios de adequação linguística, qual aspecto da situação explica o problema identificado pelo diretor?
AO chat e o e-mail corporativo pedem o mesmo registro, já que ambos são canais digitais da empresa.
BA funcionária errou ao usar o chat para avisar a colega, pois o chat é proibido para assuntos de trabalho.
CO problema está no vocabulário técnico ausente no e-mail, e não no registro informal utilizado.
DO e-mail ao diretor exigia norma culta e tom profissional; ao usar o mesmo registro descontraído do chat, a funcionária desconsiderou as exigências do canal, do interlocutor e da situação formal.
EO diretor agiu de forma inadequada ao reclamar, pois o e-mail corporativo admite qualquer registro entre funcionários.

Gabarito comentado

Cada canal de comunicação corporativa carrega convenções de registro: o e-mail formal a superiores exige norma culta e hierarquia linguística, enquanto o chat interno entre colegas admite maior informalidade. Transferir o registro de um canal para outro sem considerar o interlocutor e a situação é um equívoco de adequação comunicativa.

Resolução passo a passo

O manual da empresa distingue os registros esperados em cada canal: o e-mail corporativo exige norma culta e tom profissional, especialmente quando dirigido a um superior hierárquico como o diretor; o chat admite informalidade entre colegas do mesmo setor. A funcionária transpôs para o e-mail ao diretor o mesmo registro descontraído do chat ('Ei', 'pro chefe', 'tá?'), desconsiderando três variáveis centrais da adequação linguística: o canal (e-mail corporativo formal), o interlocutor (diretor, hierarquicamente superior) e a situação (comunicação profissional registrada). Afirmar que ambos os canais pedem o mesmo registro ignora as distinções explícitas do manual. Dizer que o chat é proibido para assuntos de trabalho contradiz o manual. Atribuir o problema apenas à ausência de vocabulário técnico reduz a questão a um aspecto secundário, já que o problema central é o registro. E absolver a funcionária nega as convenções do e-mail corporativo descritas no manual. Por isso, a explicação correta é a quarta opção.

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