Ciências HumanasFilosofia Medieval (Patrística e Escolástica)Difícil

Questão de Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) — ENEM

Um texto sobre os debates intelectuais da sociedade escolástica apresenta a chamada "querela dos universais", uma das discussões mais intensas da filosofia medieval. A pergunta era: termos gerais como "humanidade", "árvore" ou "branco" correspondem a realidades que existem de fato, ou são apenas nomes que damos às coisas? Os realistas, herdeiros de Platão, sustentavam que os universais existem realmente, como essências, antes mesmo das coisas particulares. Já os nominalistas defendiam que somente os indivíduos concretos existem, e que os universais não passam de nomes ou conceitos formados pela mente para agrupar seres semelhantes. O debate tinha consequências para a teologia e para o modo de conhecer. Considerando o texto, a posição nominalista pode ser corretamente caracterizada como aquela que afirma que
Aapenas os indivíduos concretos existem, sendo os universais nomes ou conceitos da mente.
Bos universais existem como essências reais e independentes, anteriores às coisas individuais.
Ctanto os universais quanto os indivíduos são ilusões sem qualquer existência verdadeira.
Dos universais existem apenas na mente de Deus e jamais podem ser pensados pelos humanos.
Eos nomes e as coisas individuais são exatamente a mesma realidade, sem distinção possível.

Gabarito comentado

A querela dos universais opôs realistas, ligados a Platão, e nominalistas, que valorizavam o indivíduo concreto. Esse debate, central na Escolástica, antecipa discussões modernas sobre linguagem e conhecimento e mostra a sofisticação filosófica de um período muitas vezes visto, de forma equivocada, como pouco crítico.

Resolução passo a passo

Segundo o texto, os nominalistas defendiam que somente os indivíduos concretos existem e que os universais são apenas nomes ou conceitos formados pela mente. A primeira alternativa reproduz exatamente essa posição. A segunda descreve o realismo, herdeiro de Platão, que afirma a existência real das essências universais, posição oposta à nominalista. A terceira nega a existência dos próprios indivíduos, o que contraria os nominalistas, que justamente afirmam o concreto. A quarta restringe os universais à mente divina e nega que sejam pensáveis, ideia ausente no texto. A quinta confunde nomes e coisas como idênticos, ao passo que o nominalismo distingue o nome geral do indivíduo concreto. Por isso, a resposta correta é a primeira.

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