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Questão de Impacto das Redes Sociais e Inclusão Digital — ENEM

Um poema contemporâneo, publicado por um autor independente em rede social, brinca com a lógica dos aplicativos. Eis um trecho ilustrativo, composto no estilo do poeta: 'Rola a tela, rola a vida, / cada toque é uma moeda; / pagas com o teu tempo, distraída, / e o lucro alheio é a tua queda. // Quanto mais ficas, mais te vendem, / não é o vídeo: és tu o produto; / mil notificações te prendem / e o relógio segue, surdo e bruto.' O poema usa imagens e ritmo para denunciar como certos aplicativos são projetados para capturar e prolongar a atenção do usuário, transformando o tempo gasto na tela em lucro para as empresas. Ao afirmar que o usuário é 'o produto', os versos sugerem que a permanência diante das telas, estimulada por notificações constantes, beneficia quem lucra com a atenção alheia. A crítica se constrói pela metáfora econômica, que aproxima rolar a tela de gastar uma moeda. A crítica central que o poema constrói é a de que
Aos aplicativos cobram uma taxa em dinheiro a cada vídeo assistido pelo usuário.
Ba atenção do usuário é capturada e prolongada pelos aplicativos para gerar lucro.
Cos poemas publicados em redes sociais não têm qualidade estética nem valor literário.
Do tempo gasto nas telas melhora a produtividade e o bem-estar de quem assiste.
Eas notificações servem apenas para avisar o usuário sobre mensagens importantes.

Gabarito comentado

A expressão economia da atenção descreve modelos de negócio em que o tempo e o foco do usuário são o principal recurso explorado: quanto mais a pessoa permanece, mais dados e exibição de anúncios geram receita. Ler poesia crítica exige decifrar metáforas — aqui, a moeda e o produto — para alcançar a denúncia social.

Resolução passo a passo

O poema usa a metáfora econômica para denunciar a economia da atenção: 'pagas com o teu tempo', 'és tu o produto' e 'mil notificações te prendem' sugerem que os aplicativos capturam e prolongam a permanência do usuário, convertendo seu tempo em lucro alheio. A crítica central é que a atenção é explorada para gerar receita. A primeira opção interpreta a 'moeda' de forma literal, enquanto ela é metáfora do tempo, não cobrança em dinheiro. A terceira foge do tema, pois o poema não discute a qualidade da poesia digital. A quarta inverte o sentido, já que os versos denunciam a 'queda', não o bem-estar. A quinta reduz as notificações a meros avisos úteis, ao passo que o texto as apresenta como armadilhas que prendem. Logo, a crítica é a captura da atenção para gerar lucro.

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