Gabarito comentado
A variação social, ou diastrática, decorre de fatores como faixa etária, profissão, escolaridade e grupo de convívio. As gírias são um exemplo nítido: funcionam como senha de identidade de um grupo e renovam-se com rapidez. Reconhecê-las exige perceber quem usa a expressão e o que ela sinaliza.
Resolução passo a passo
As gírias 'migué', 'crush' e 'suave' (no sentido de 'bacana') identificam um grupo de jovens que se reconhecem por esse vocabulário, ao passo que a avó, de outra geração, não as compreende. Esse uso da língua como marca de pertencimento a um grupo definido por faixa etária e círculo social caracteriza a variação social, ou diastrática. A variação regional liga-se ao lugar, e as gírias descritas não se restringem a uma região. A variação de canal opõe fala e escrita, enquanto as gírias circulam em ambas. Não há registro formal escolhido pelo jovem, então não é caso de variação estilística predominante. Dizer que não há variação contradiz o próprio enunciado, já que a avó não entende o neto. Como o traço decisivo é o grupo social e etário, trata-se de variação social.
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