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Questão de Educação Física e Condicionamento Corporal — ENEM

Um artigo de opinião sobre políticas públicas defendia a ampliação de praças, ciclovias e quadras nos bairros. O autor argumentava: 'O acesso ao lazer e à prática de atividades físicas não deveria ser um privilégio de quem pode pagar academias caras ou clubes fechados. Quando o poder público oferece espaços abertos e gratuitos, ele democratiza o direito de se movimentar, conviver e cuidar da saúde. A falta desses espaços empurra as populações mais pobres ao sedentarismo, não por falta de vontade, mas por ausência de oportunidade.' O texto situava o problema como uma questão de justiça social, e não apenas de escolha individual. Ao deslocar a responsabilidade do indivíduo para a estrutura, o autor sugeria que combater o sedentarismo depende também de decisões coletivas e de investimento público. Considerando a argumentação apresentada, qual é a tese central defendida pelo autor?
AO acesso à atividade física e ao lazer é uma questão de justiça social que depende de políticas públicas.
BO sedentarismo resulta unicamente da falta de força de vontade de cada pessoa.
CA prática de exercícios deve ficar restrita a academias e clubes pagos de qualidade.
DOs espaços públicos de lazer são desnecessários quando há academias particulares na cidade.
EA saúde da população não tem qualquer relação com a oferta de espaços para atividade física.

Gabarito comentado

Identificar a tese de um texto argumentativo exige reconhecer a posição que o autor sustenta e os argumentos que a apoiam. Ao tratar o sedentarismo como problema estrutural, e não apenas individual, o texto associa saúde, lazer e justiça social. Distinguir a responsabilidade coletiva da escolha pessoal é decisivo para captar o sentido da argumentação.

Resolução passo a passo

O autor defende que praças, ciclovias e quadras gratuitas democratizam o direito de se movimentar e que a falta desses espaços empurra os mais pobres ao sedentarismo por ausência de oportunidade, não de vontade. Ele desloca a responsabilidade do indivíduo para a estrutura e trata o tema como justiça social que exige investimento público, exatamente a tese da primeira alternativa. A segunda contraria o texto, que nega ser o sedentarismo só falta de vontade. A terceira defende restringir a prática a espaços pagos, oposto do argumento. A quarta julga dispensáveis os espaços públicos, enquanto o autor os considera essenciais. A quinta nega a relação entre saúde e oferta de espaços, ponto central do texto. Logo, a tese é que o acesso ao movimento é questão de justiça social e de políticas públicas.

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