Ciências HumanasFilosofia Medieval (Patrística e Escolástica)Fácil

Questão de Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) — ENEM

Durante uma exposição sobre a vida intelectual das universidades medievais, surgidas a partir do século XII, o professor explica que São Tomás de Aquino (1225–1274) foi a maior figura da Escolástica, o método de ensino e debate desenvolvido nas escolas ligadas à Igreja. Diferentemente dos pensadores anteriores, formados sobretudo pela tradição platônica, Tomás teve contato com as obras de Aristóteles, reintroduzidas no Ocidente por meio dos sábios árabes. A partir do filósofo grego, ele valorizou a observação do mundo concreto e a confiança na razão como caminho legítimo de conhecimento, sem abandonar a fé cristã. Sua obra buscou mostrar que a sociedade cristã não precisava temer a filosofia. Considerando essa descrição, o filósofo da Antiguidade que mais influenciou o pensamento de São Tomás de Aquino foi
AAristóteles, cuja valorização da experiência e da razão Tomás incorporou ao pensamento cristão.
BPlatão, cuja teoria das ideias havia inspirado principalmente Santo Agostinho.
CEpicuro, filósofo que identificava o prazer moderado como o bem supremo da vida.
DPitágoras, pensador que via nos números a essência matemática de todas as coisas.
EHeráclito, para quem o devir e a mudança constante eram a marca da realidade.

Gabarito comentado

São Tomás de Aquino representa a aproximação entre o cristianismo e o aristotelismo: ele aproveitou a confiança de Aristóteles na razão e na experiência para construir uma filosofia cristã. Associar corretamente Agostinho a Platão e Tomás a Aristóteles é uma das distinções fundamentais da filosofia medieval.

Resolução passo a passo

O texto afirma que São Tomás de Aquino teve contato com as obras de Aristóteles, recuperadas pelos sábios árabes, e que delas absorveu a valorização da observação do mundo concreto e da razão. Logo, o filósofo grego que mais o influenciou foi Aristóteles. Platão inspirou sobretudo Santo Agostinho, da Patrística, e não Tomás, conforme o próprio texto distingue. Epicuro defendia o prazer moderado como bem supremo, tema alheio à síntese tomista. Pitágoras associava a realidade aos números, e Heráclito enfatizava a mudança permanente; nenhum dos dois orientou a obra de Tomás. Por isso, a resposta correta é Aristóteles.

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