Gabarito comentado
Textos dissertativo-argumentativos frequentemente incorporam sequências de outros tipos — narrativas, descritivas ou expositivas — como estratégias de argumentação. O critério para identificar o tipo predominante não é o que aparece mais no texto, mas o que organiza a finalidade global: se o objetivo é convencer, o tipo é dissertativo, mesmo que contenha uma narrativa interna.
Resolução passo a passo
O artigo organiza-se em torno de uma tese ('ampliar bibliotecas comunitárias'), usa um episódio pessoal como argumento de autoridade afetiva e fecha com dados e retomada da posição inicial. O tipo dissertativo-argumentativo é claramente predominante, pois toda a estrutura do texto serve a convencer o leitor. O episódio narrativo da infância não é o centro do texto: aparece como estratégia argumentativa subordinada à tese, ou seja, a narração está a serviço da dissertação. Não é puramente narrativo, pois a história não tem fim em si mesma; não é descritivo, pois não há retrato sensorial detalhado de cenário sem progressão; não é injuntivo, pois não há comandos dirigidos ao leitor; e não há equivalência entre os tipos, pois a narração serve apenas de argumento. Uma vez que a tese articula todos os elementos, o tipo predominante é o dissertativo-argumentativo.
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