Gabarito comentado
A cidadania romana, ampla e gradual, servia menos à participação política direta e mais à integração e ao domínio de povos conquistados. Comparada à cidadania ateniense, fechada e ligada à descendência, ela revela como o conceito de cidadania pode variar: ora restrição, ora instrumento de unificação imperial.
Resolução passo a passo
O texto mostra Roma ampliando a cidadania para integrar povos vencidos, reduzir revoltas, ampliar o recrutamento e arrecadar impostos, culminando no Edito de Caracala, em 212. Trata-se, assim, de um instrumento de integração e controle dos conquistados. A ideia de democracia direta não se aplica, já que a cidadania romana, sobretudo no Império, não garantia voto pessoal nas leis como em Atenas. Dizer que era concessão sem efeitos políticos contraria o texto, que destaca direitos jurídicos, fiscais e militares. A noção de isolamento inverte o sentido, uma vez que a cidadania ligava as províncias ao centro. Afirmar igualdade absoluta e fim da escravidão é falso, pois a escravidão persistiu. Por isso, a resposta é integração e controle.
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