Gabarito comentado
Na colisão perfeitamente inelástica, os corpos se unem e a energia cinética não se conserva integralmente, dado que parte dela se converte em deformação, calor ou som. A quantidade de movimento total, entretanto, permanece constante na ausência de forças externas, sendo esse o princípio que permite calcular a velocidade final do conjunto. Esse conceito é essencial para o projeto de amortecedores e sistemas de segurança em veículos e equipamentos industriais.
Resolução passo a passo
Na colisão perfeitamente inelástica sem atrito, a conservação da quantidade de movimento fornece (m₁ · v₁) + (m₂ · v₂) = (m₁ + m₂) · v_f. O primeiro vagão tem massa 6000 kg e velocidade 4 m/s; o segundo tem massa 2000 kg e velocidade 0 m/s. A quantidade de movimento antes da colisão vale 6000 × 4 + 2000 × 0 = 24 000 kg·m/s. A massa total após o acoplamento é 6000 + 2000 = 8000 kg. Assim, v_f = 24 000 ÷ 8000 = 3 metros por segundo. O valor 1 m/s divide a quantidade de movimento pelo dobro da massa total; 2 m/s usa somente a massa do primeiro vagão dividida pela soma das massas sem o fator de velocidade; 4 m/s repete a velocidade inicial do primeiro vagão, ignorando o acoplamento; 8 m/s soma as velocidades dos dois vagões. Apenas 3 m/s aplica corretamente a conservação da quantidade de movimento, sendo a velocidade do conjunto após a colisão.
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