LinguagensImpacto das Redes Sociais e Inclusão DigitalDifícil

Questão de Impacto das Redes Sociais e Inclusão Digital — ENEM

Uma reportagem reuniu dois posts sobre ataques nas redes. No primeiro, um influenciador escreve: 'Se você não aguenta uma crítica na internet, o problema é seu. Cada um fala o que quer; quem se magoa que saia do aplicativo.' No segundo, uma psicóloga responde: 'Crítica respeitosa é uma coisa; humilhar, xingar em massa e perseguir alguém é outra. O anonimato e a distância da tela fazem muita gente esquecer que do outro lado existe uma pessoa real, que sofre com ataques repetidos.' A matéria explica que o cyberbullying se caracteriza pela agressão intencional e reiterada contra uma vítima, ampliada pelo alcance e pela sensação de impunidade das redes. O texto contrasta as duas posições: uma minimiza o problema, tratando qualquer reação como fraqueza; a outra distingue crítica legítima de violência e responsabiliza quem agride. Considerando o confronto entre os dois posts e o esclarecimento da reportagem, depreende-se que
Aos dois posts defendem exatamente a mesma ideia sobre o comportamento nas redes.
Ba fala da psicóloga distingue crítica legítima de agressão, contrariando a do influenciador.
Ca reportagem conclui que o cyberbullying é apenas uma crítica como qualquer outra.
Do influenciador reconhece a gravidade dos ataques e pede mais respeito nas redes.
Ea psicóloga afirma que toda crítica feita na internet deve ser proibida por lei.

Gabarito comentado

Comparar pontos de vista exige identificar a tese de cada interlocutor e o modo como dialogam. O cyberbullying difere da crítica legítima por ser uma agressão intencional, repetida e voltada a humilhar, favorecida pelo anonimato e pelo alcance das redes; reconhecer essa distinção é central na leitura crítica do tema.

Resolução passo a passo

Os dois posts ocupam posições opostas: o influenciador minimiza o problema, tratando qualquer reação a ataques como fraqueza, enquanto a psicóloga separa crítica respeitosa de humilhação em massa e perseguição, lembrando que há uma pessoa real do outro lado. A reportagem reforça que o cyberbullying é agressão intencional e repetida, ampliada pelo anonimato. Depreende-se que a fala da psicóloga distingue crítica legítima de agressão, contrariando o influenciador. A primeira opção é falsa, já que as vozes divergem. A terceira contraria a matéria, que não iguala bullying a crítica comum. A quarta inverte a posição do influenciador, que diminui o problema. A quinta exagera a fala da psicóloga, que valoriza a crítica respeitosa, em vez de proibir toda crítica. Assim, ela distingue crítica de agressão.

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