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Questão de Música e Cinema Nacional — ENEM

Um artigo descreve o manguebeat, movimento cultural surgido em Recife no início dos anos 1990, tendo Chico Science e a banda Nação Zumbi como principais referências. Segundo o artigo, diante de uma cidade empobrecida, os artistas criaram a imagem de fincar uma antena parabólica na lama do mangue: a ideia era plugar a cultura local — o maracatu, o coco, os ritmos dos manguezais — nas batidas globais do rock, do hip-hop e da música eletrônica. Em versos que sintetizam o espírito do movimento, no estilo manguebeat, o eu lírico se compara a um caranguejo que sai da lama para invadir o mundo conectado, sem deixar de ser feito de barro e raiz. O artigo destaca que o movimento respondia à pobreza e à estagnação cultural da cidade misturando o local e o global. Depreende-se do texto que a metáfora da antena fincada na lama representa
Aa recusa de qualquer tecnologia moderna em nome da pureza dos ritmos tradicionais do mangue.
Ba conexão entre a cultura local dos manguezais e as influências globais, sem abandonar a raiz regional.
Co desejo de abandonar definitivamente a cultura pernambucana para imitar a música estrangeira.
Da defesa de que apenas a música eletrônica internacional teria valor artístico no Recife.
Euma crítica ao maracatu e ao coco, vistos como ritmos ultrapassados e sem importância.

Gabarito comentado

A metáfora da antena na lama é o núcleo do manguebeat: une o regional (mangue, maracatu, coco) ao global (rock, hip-hop, eletrônica), sem hierarquia. Interpretar metáforas culturais exige ligar a imagem ao contexto histórico e ao projeto estético do grupo que a criou, evitando leituras que reduzam o sentido a um único polo.

Resolução passo a passo

O artigo explica que o manguebeat propunha fincar uma antena parabólica na lama do mangue para plugar a cultura local — maracatu, coco, ritmos dos manguezais — nas batidas globais do rock, do hip-hop e da eletrônica. O verso do caranguejo que invade o mundo conectado sem deixar de ser feito de barro reforça essa síntese entre raiz e modernidade. A segunda alternativa capta exatamente essa conexão entre local e global. A primeira contraria o texto, já que a antena simboliza adesão à tecnologia, não recusa. A terceira inverte o sentido, uma vez que o movimento mantinha a raiz pernambucana. A quarta exclui a cultura local, o que o texto rejeita. A quinta erra, ao passo que o maracatu e o coco são valorizados como base do som, e não desprezados.

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