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Questão de Impacto das Redes Sociais e Inclusão Digital — ENEM

Uma publicação feita por um influenciador digital mostrava um frasco de suplemento alimentar com a legenda: 'Uso há três meses e me sinto incrível. Nada pago aqui, só compartilhando o que funciona de verdade para mim 🙌.' Semanas depois, uma agência reguladora notificou o influenciador por não ter sinalizado que a postagem era patrocinada, já que havia um contrato com a marca. A matéria que cobriu o caso explicou que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária estabelece que conteúdo publicitário deve ser identificado com marcações visíveis, como #publi ou #parceria, para que o seguidor saiba distinguir uma recomendação pessoal de uma mensagem comercial. O jornalista que escreveu a matéria concluiu: 'Quando a publicidade se disfarça de experiência espontânea, o consumidor perde a capacidade de avaliar a informação com o distanciamento crítico que ela merece.' Com base na matéria, a ausência de identificação do conteúdo patrocinado é problemática porque
Aexige que o seguidor pague para visualizar os posts do influenciador na rede.
Bimpede o leitor de distinguir recomendação pessoal de mensagem comercial patrocinada.
Cdiminui a qualidade visual da publicação e reduz o número de curtidas recebidas.
Dobriga o influenciador a não usar emojis em publicações feitas em parceria com marcas.
Eproíbe a marca de vender o produto nas plataformas digitais onde o post circulou.

Gabarito comentado

A publicidade velada nas redes sociais compromete o princípio da transparência nas relações de consumo. Marcações como #publi e #parceria são exigências regulatórias que garantem ao seguidor informação suficiente para exercer julgamento crítico — um direito do consumidor e um componente do letramento midiático.

Resolução passo a passo

A matéria explica que o problema da publicidade não identificada é que o consumidor perde o distanciamento crítico necessário para avaliar a mensagem: sem saber que é conteúdo patrocinado, ele não diferencia recomendação pessoal de peça publicitária. A segunda opção reproduz exatamente essa lógica, fundamentada na exigência do CONAR de marcações visíveis. A primeira opção não é mencionada no texto; a questão é de transparência, não de pagamento para visualizar posts. A terceira desvia para qualidade visual, que não aparece no texto. A quarta confunde a regra real — identificar o patrocínio — com uma proibição de emojis, que não existe. A quinta extrapola as consequências, já que a matéria não fala em proibição de vendas. Assim, o problema central é a impossibilidade de distinguir recomendação pessoal de publicidade.

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