Gabarito comentado
A transição do taylorismo-fordismo para o toyotismo transformou o perfil do trabalhador industrial: de especialista em um único gesto, controlado pela esteira e pela hierarquia rígida, para um operário polivalente envolvido em metas de qualidade. Essa mudança trouxe mais responsabilidades sem necessariamente garantir mais estabilidade, aspecto central para compreender a reestruturação produtiva das últimas décadas.
Resolução passo a passo
O relato do sindicalista contrasta a primeira fábrica, com gesto único, esteira que dita o ritmo e chefia que planeja tudo — traços do taylorismo-fordismo — com a segunda, em que opera várias máquinas, participa de reuniões de qualidade e é avaliado pela polivalência — traços do toyotismo. A alternativa correta, na segunda posição, nomeia corretamente essa passagem do taylorismo-fordismo para o toyotismo. A primeira está errada, dado que cooperativismo e artesanato corporativo não correspondem a nenhuma das fábricas descritas. A terceira inverte a transição, atribuindo ao toyotismo a especialização rígida que pertence ao taylorismo-fordismo. A quarta menciona feudalismo e mercantilismo, sistemas históricos sem relação com o relato de uma fábrica metalúrgica do século XX. A quinta trata de uma transição entre sistemas econômicos — socialismo e capitalismo —, tema distinto da organização interna do trabalho descrita. Por isso a segunda alternativa é a correta.
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