Gabarito comentado
A variação de registro não opõe linguagem 'certa' e 'errada', e sim usos mais ou menos adequados a cada situação. O falante competente transita entre a norma culta e o coloquial conforme o interlocutor e o contexto, sem que um anule o valor do outro.
Resolução passo a passo
A adequação linguística não classifica registros como certos ou errados em si, e sim como apropriados ou não a cada situação e interlocutor. O texto ao cliente exige norma culta, tratamento cerimonioso e tom impessoal, traços que ele apresenta. O texto à amiga, numa relação íntima e informal, comporta gírias, abreviações e marcas de oralidade ('surtei', 'bora', 'tô', 'kkkk'). Afirmar que toda escrita deve ser formal ignora que a coloquialidade é adequada entre amigos. Dizer que a formalidade é sempre artificial confunde adequação com gosto pessoal. Sustentar que ambos erram por misturar assuntos desconsidera que a mistura é natural na conversa íntima e ausente no e-mail profissional. E julgar o coloquial superior por ser 'mais verdadeiro' repete o equívoco de hierarquizar registros. Logo, cada texto é adequado ao seu contexto.
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