Gabarito comentado
A escravidão não era um detalhe marginal da Antiguidade Clássica, mas uma base estrutural da vida social e política. A liberdade e a participação cívica dos cidadãos dependiam diretamente do trabalho forçado de escravizados, o que revela a profunda contradição entre os ideais democráticos proclamados e as desigualdades que os sustentavam. Reconhecer essa tensão é essencial para uma leitura crítica da história antiga.
Resolução passo a passo
O texto argumenta explicitamente que a participação política dos cidadãos livres dependia do tempo livre gerado pelo trabalho escravo, tanto em Atenas quanto em Roma. Isso configura uma relação estrutural entre cidadania e escravidão. A ideia de inexistência ou abolição prévia da escravidão contradiz toda a evidência histórica apresentada. A participação dos escravizados como observadores sem voto é incorreta, pois eles eram excluídos de qualquer espaço político. A concessão de liberdade após guerras não ocorreu em escala geral; as guerras ampliaram o número de escravizados. A restrição da contradição apenas a Roma contraria o texto, que menciona Atenas e as minas do Laurion. Por isso, a relação era estrutural, com o trabalho escravo sustentando a cidadania livre.
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