Gabarito comentado
A variação regional, ou diatópica, reúne as diferenças de pronúncia, vocabulário e construção que distinguem o modo de falar de cada região. Palavras como 'mandioca', 'aipim' e 'macaxeira' para a mesma raiz ilustram esse fenômeno. Identificar regionalismos exige perceber que eles marcam o espaço, não um suposto erro.
Resolução passo a passo
As marcas da fala do morador, como 'dispois', 'trabaiá' e o uso de 'trem' para 'coisa', são típicas de uma região específica e variam de um lugar para outro do país. Essa diferença ligada ao espaço geográfico caracteriza a variação regional, também chamada diatópica. A variação histórica trata de mudanças ao longo do tempo, e o trecho retrata a fala atual de uma comunidade, não o português antigo. A variação social relaciona-se a grupos definidos por escolaridade ou classe, enquanto aqui o traço determinante é o lugar. A variação estilística depende do grau de formalidade escolhido conforme a situação, ao passo que o entrevistado mantém um registro espontâneo. A variação de canal opõe fala e escrita, o que não explica os regionalismos apontados. Logo, predomina a variação regional.
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