Gabarito comentado
A terceira geração modernista, com João Cabral, leva o rigor formal ao extremo, tratando o poema como objeto construído com precisão. Diferentemente do lirismo emotivo romântico, o 'poeta engenheiro' valoriza a economia verbal e a forma exata, fazendo da disciplina construtiva um traço estético tão importante quanto o tema.
Resolução passo a passo
O enunciado caracteriza João Cabral pelo rigor construtivo, pela recusa ao sentimentalismo e pela elaboração quase geométrica da forma. O Trecho I, romântico, é puro extravasamento de dor, com exclamações e adjetivos emotivos. O Trecho II compara o verso a um muro de pedras 'medido, sem excesso' e afirma a pedra 'sem choro', evidenciando a contenção e a precisão antilíricas. A segunda alternativa capta essa oposição entre efusão e construção. A primeira inverte o sentido, já que o Trecho II reduz a emoção. A terceira fala em espontaneidade, contrária ao trabalho consciente da forma. A quarta atribui métrica e rima parnasianas, alheias ao projeto cabralino. A quinta diz que o Trecho II exalta a saudade, enquanto ele a rejeita. Logo, a diferença está na construção rigorosa e antilírica.
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