Gabarito comentado
No Romantismo, especialmente na segunda geração, a mulher é frequentemente elevada a um ideal inalcançável: pura, angélica, espiritualizada. Esse amor platônico contrasta com a análise realista e o determinismo naturalista, que tratam a mulher como ser concreto, sujeito a forças sociais e biológicas. Reconhecer essa idealização é fundamental para distinguir as estéticas literárias do século XIX.
Resolução passo a passo
Os versos transformam a amada em 'visão' espiritual, comparando seus olhos a astros e descrevendo o amor como algo que jamais se realiza no plano físico. Esse amor platônico, que eleva a mulher a ser puro e inatingível, é traço central do Romantismo, especialmente na segunda geração ultrarromântica. A análise crítica e psicológica da personagem feminina é própria do Realismo, que questiona o comportamento concreto, diferente da idealização do trecho. A defesa da igualdade entre os sexos, com linguagem de combate, pertence a um discurso político ausente do lirismo amoroso apresentado. A descrição biológica da sexualidade feminina é traço do Naturalismo, que parte do determinismo para explicar a conduta, algo completamente oposto à espiritualização do trecho. A valorização da mulher indígena como símbolo nacional é indianismo da primeira geração, distante do lirismo amoroso da segunda.
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