Gabarito comentado
Os linfócitos T são responsáveis pela imunidade celular adaptativa. No transplante, eles reconhecem os antígenos MHC incompatíveis do doador como corpos estranhos e promovem a rejeição. Imunossupressores inibem essa resposta, preservando o órgão, pois ao suprimir a ativação dos linfócitos T, reduzem também a defesa contra infecções oportunistas, exigindo monitoramento cuidadoso do paciente.
Resolução passo a passo
Os linfócitos T são células da imunidade adaptativa celular especializadas em reconhecer antígenos apresentados por moléculas MHC. No transplante, os marcadores MHC do doador são reconhecidos como estranhos pelos linfócitos T do receptor, que se ativam, proliferam e atacam especificamente as células do órgão transplantado, causando sua destruição, a rejeição. Os imunossupressores inibem justamente essa ativação dos linfócitos T, o que reduz a rejeição, dado que, ao mesmo tempo, essa inibição compromete a defesa contra patógenos reais, aumentando a suscetibilidade a infecções. A segunda opção erra ao afirmar que linfócitos T produzem anticorpos: anticorpos são produzidos por linfócitos B plasmócitos, não por linfócitos T. A terceira erra ao classificar linfócitos T como células da imunidade inata com função fagocítica, característica de macrófagos e neutrófilos. A quarta cria uma relação inexistente entre linfócitos T, insulina e pâncreas. A quinta confunde linfócitos T com mastócitos e histamina, que participam de respostas alérgicas, não da rejeição de transplantes. A alternativa que descreve o reconhecimento dos MHC, a destruição celular e a consequente vulnerabilidade a infecções é a quarta do conjunto.
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