Ciências da NaturezaFisiologia Humana e Comparada (Sistemas Digestório, Imunológico e Endócrino)Difícil

Questão de Fisiologia Humana e Comparada (Sistemas Digestório, Imunológico e Endócrino) — ENEM

Em um artigo científico sobre imunologia clínica voltado à saúde pública, pesquisadores discutem por que transplantes de órgãos entre pessoas geneticamente diferentes frequentemente provocam rejeição. Eles explicam que as células do tecido transplantado apresentam marcadores de superfície chamados antígenos de histocompatibilidade, ou MHC, que diferem entre indivíduos não idênticos geneticamente. Após o transplante, os linfócitos T do receptor entram em contato com essas células e reconhecem os marcadores estranhos como invasores. Uma vez ativados, esses linfócitos proliferam e desencadeiam uma resposta imunológica dirigida especificamente contra o órgão transplantado, promovendo sua destruição. Os pesquisadores destacam que o uso de medicamentos imunossupressores, que inibem essa ativação, reduz a rejeição, ao custo de deixar o paciente mais vulnerável a infecções. Considerando esse mecanismo, qual é o papel dos linfócitos T na rejeição de transplantes e por que os imunossupressores aumentam o risco de infecções?
AOs linfócitos T reconhecem os MHC estranhos e destroem o órgão; os imunossupressores inibem essa ativação, reduzindo também a defesa contra patógenos reais.
BOs linfócitos T produzem anticorpos contra os MHC estranhos; os imunossupressores destroem os anticorpos, deixando o sangue sem defesa humoral.
COs linfócitos T são células da imunidade inata que fagocitam o órgão transplantado; os imunossupressores eliminam os macrófagos, deixando o corpo sem fagocitose.
DOs linfócitos T reconhecem os MHC estranhos e produzem insulina para destruir o tecido; os imunossupressores bloqueiam o pâncreas, causando hiperglicemia.
EOs linfócitos T liberam histamina contra o órgão transplantado; os imunossupressores inibem os mastócitos, impedindo reações alérgicas futuras.

Gabarito comentado

Os linfócitos T são responsáveis pela imunidade celular adaptativa. No transplante, eles reconhecem os antígenos MHC incompatíveis do doador como corpos estranhos e promovem a rejeição. Imunossupressores inibem essa resposta, preservando o órgão, pois ao suprimir a ativação dos linfócitos T, reduzem também a defesa contra infecções oportunistas, exigindo monitoramento cuidadoso do paciente.

Resolução passo a passo

Os linfócitos T são células da imunidade adaptativa celular especializadas em reconhecer antígenos apresentados por moléculas MHC. No transplante, os marcadores MHC do doador são reconhecidos como estranhos pelos linfócitos T do receptor, que se ativam, proliferam e atacam especificamente as células do órgão transplantado, causando sua destruição, a rejeição. Os imunossupressores inibem justamente essa ativação dos linfócitos T, o que reduz a rejeição, dado que, ao mesmo tempo, essa inibição compromete a defesa contra patógenos reais, aumentando a suscetibilidade a infecções. A segunda opção erra ao afirmar que linfócitos T produzem anticorpos: anticorpos são produzidos por linfócitos B plasmócitos, não por linfócitos T. A terceira erra ao classificar linfócitos T como células da imunidade inata com função fagocítica, característica de macrófagos e neutrófilos. A quarta cria uma relação inexistente entre linfócitos T, insulina e pâncreas. A quinta confunde linfócitos T com mastócitos e histamina, que participam de respostas alérgicas, não da rejeição de transplantes. A alternativa que descreve o reconhecimento dos MHC, a destruição celular e a consequente vulnerabilidade a infecções é a quarta do conjunto.

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