Gabarito comentado
O cortisol é o hormônio do estresse, liberado pelas adrenais sob controle do ACTH hipofisário. Em concentrações normais, mobiliza energia e modera a inflamação. Quando cronicamente elevado, suprime a imunidade, eleva a glicemia e favorece resistência à insulina, hipertensão e doenças cardiovasculares. Esse eixo segue retroalimentação negativa: o cortisol alto inibe a hipófise, reduzindo o ACTH e, assim, sua própria produção.
Resolução passo a passo
O texto afirma claramente que o cortisol cronicamente elevado suprime o sistema imunológico e eleva a glicemia. A supressão imune reduz a capacidade de combater infecções, pois o cortisol inibe a proliferação de linfócitos e a produção de citocinas inflamatórias. A elevação crônica da glicemia promove resistência à insulina e pode contribuir para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, além de aumentar o risco cardiovascular mencionado no texto. A primeira opção está errada porque o cortisol provoca vasoconstrição, não vasodilatação, e eleva, não reduz, a glicemia. A segunda está errada porque o cortisol suprime a imunidade adaptativa em vez de estimulá-la, e a normalização da glicemia não ocorre por ativação do glucagon. A quarta inverte os efeitos imunes, já que o cortisol inibe a fagocitose excessiva em vez de estimulá-la, e a relação com glucagon está equivocada. A quinta erra ao afirmar retroalimentação positiva, pois o eixo hipófise-adrenal utiliza retroalimentação negativa, e o cortisol não bloqueia o glucagon nem causa hipoglicemia, dado que tende a elevar a glicemia. A única alternativa coerente com o mecanismo descrito é aquela que aponta supressão imune e elevação da glicemia.
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