LinguagensModernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45)Fácil

Questão de Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) — ENEM

Manuel Bandeira, poeta pernambucano considerado um dos 'santos padroeiros' do Modernismo brasileiro, ficou conhecido por transformar experiências simples do dia a dia em material poético. Doente de tuberculose durante boa parte da vida, desenvolveu uma visão sensível sobre o tempo, o corpo e os prazeres modestos da existência. Sua poesia tem verso livre, linguagem direta e um lirismo que oscila entre o humor e a melancolia. Leia o trecho composto no estilo do autor: 'Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. / Quero, antes, a rua barulhenta, o bonde lotado, / o menino que vende amendoim na esquina / e o cão que dorme ao sol.' Considerando o que foi apresentado sobre o autor e o trecho, a poética de Manuel Bandeira caracteriza-se principalmente por:
Aelevar a linguagem ao máximo requinte formal, afastando-se de qualquer tema cotidiano.
Bvalorizar cenas e elementos simples do dia a dia como matéria legítima para a poesia.
Cdefender o retorno às formas fixas do Parnasianismo e ao vocabulário erudito.
Dexaltar batalhas históricas e heróis nacionais com tom grandiloquente e solene.
Erestringir a poesia a temas religiosos, excluindo o espaço urbano e o corpo.

Gabarito comentado

A poesia de Manuel Bandeira, símbolo da primeira geração modernista, eleva o corriqueiro — rua, bonde, criança na esquina — à condição de matéria poética. Essa valorização do cotidiano, aliada ao verso livre e à linguagem coloquial, rompe com a rigidez parnasiana e aproxima a literatura da vida vivida pelo leitor comum.

Resolução passo a passo

O contexto apresenta Bandeira como um poeta que transforma experiências simples do cotidiano em material poético, com linguagem direta e verso livre. O trecho confirma isso ao listar elementos banais — rua, bonde, menino vendedor, cão ao sol — como fonte de lirismo libertador. A segunda alternativa capta essa valorização do simples. A primeira afirma requinte formal, ao passo que o texto é propositalmente direto e coloquial. A terceira associa o autor ao Parnasianismo, justamente o que o Modernismo combatia. A quarta fala em exaltação de batalhas, temática ausente no universo íntimo e cotidiano do autor. A quinta restringe a poesia ao religioso, ignorando a rua, o bonde e o corpo que aparecem com frequência em seus versos. Assim, a característica central é o aproveitamento poético do cotidiano.

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