Gabarito comentado
A poesia de Manuel Bandeira, símbolo da primeira geração modernista, eleva o corriqueiro — rua, bonde, criança na esquina — à condição de matéria poética. Essa valorização do cotidiano, aliada ao verso livre e à linguagem coloquial, rompe com a rigidez parnasiana e aproxima a literatura da vida vivida pelo leitor comum.
Resolução passo a passo
O contexto apresenta Bandeira como um poeta que transforma experiências simples do cotidiano em material poético, com linguagem direta e verso livre. O trecho confirma isso ao listar elementos banais — rua, bonde, menino vendedor, cão ao sol — como fonte de lirismo libertador. A segunda alternativa capta essa valorização do simples. A primeira afirma requinte formal, ao passo que o texto é propositalmente direto e coloquial. A terceira associa o autor ao Parnasianismo, justamente o que o Modernismo combatia. A quarta fala em exaltação de batalhas, temática ausente no universo íntimo e cotidiano do autor. A quinta restringe a poesia ao religioso, ignorando a rua, o bonde e o corpo que aparecem com frequência em seus versos. Assim, a característica central é o aproveitamento poético do cotidiano.
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