Gabarito comentado
Em contextos profissionais e avaliativos, como entrevistas de emprego, o grau de monitoramento é alto e a norma culta é esperada. Espontaneidade não substitui adequação: saber ajustar o registro à formalidade da situação faz parte da competência comunicativa que o falante precisa demonstrar.
Resolução passo a passo
Uma entrevista de emprego em um banco é uma situação formal e monitorada, com interlocutor desconhecido que avalia o candidato, o que exige a norma culta. A fala apresenta marcas nítidas do registro coloquial: vocativo íntimo ('mano'), gírias ('tô a fim', 'rola um match', 'show demais', 'grana', 'valeu') e tom de conversa entre amigos, inadequados ao contexto. Considerar a fala adequada por 'autenticidade' confunde espontaneidade com falta de adequação ao registro exigido. Tratar a entrevista como conversa informal ignora seu caráter avaliativo e profissional. Dizer que o defeito é apenas a brevidade desvia o foco do problema real, que é o registro. E afirmar que as gírias aproximam o candidato desconsidera que, nesse contexto, elas transmitem despreparo. Logo, a fala é inadequada pelo uso do registro coloquial em situação que pede norma culta.
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