Numa mostra de cinema brasileiro, o crítico apresenta o Cinema Novo, movimento surgido por volta de 1960 e ligado a diretores como Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos e Ruy Guerra. Ele conta que esses cineastas, com poucos recursos e câmeras simples, escolhiam filmar o sertão, a seca, a fome e a desigualdade do povo brasileiro, em vez de copiar os grandes estúdios estrangeiros. A famosa síntese do movimento, lembra o crítico, falava em fazer cinema com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça, valorizando a criatividade acima do orçamento. Numa cena exibida, um retirante caminha pela terra rachada do sertão, sob sol forte, enquanto a narração comenta a injustiça que o obriga a migrar. A plateia percebe que o filme quer chamar a atenção para problemas sociais reais do país. Considerando essa apresentação, qual era um objetivo central do Cinema Novo?
AImitar fielmente as superproduções estrangeiras, priorizando luxo, efeitos caros e grandes orçamentos.
BRetratar a realidade social brasileira, como a seca e a desigualdade, com poucos recursos e olhar crítico.
CProduzir apenas comédias românticas ambientadas em cidades europeias para o público de elite.
DDocumentar exclusivamente a vida da aristocracia rural sem qualquer crítica às injustiças.
EPromover o turismo de praias paradisíacas por meio de filmes publicitários coloridos.
Gabarito comentado
O Cinema Novo marcou o cinema nacional por levar à tela a realidade social brasileira, do sertão à favela, com recursos escassos e forte intenção crítica. O lema da câmera na mão e da ideia na cabeça sintetiza essa estética. Compreender esse projeto ajuda a ler o cinema como linguagem de intervenção social.
Resolução passo a passo
O texto descreve o Cinema Novo como movimento dos anos 1960, com Glauber Rocha entre seus nomes, que filmava o sertão, a seca, a fome e a desigualdade com poucos recursos, resumido na ideia de uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. A cena do retirante reforça a denúncia social. A segunda alternativa traduz exatamente esse objetivo. A primeira contraria o texto, uma vez que o movimento rejeitava as superproduções estrangeiras. A terceira erra, já que o foco era a realidade social, não comédias na Europa. A quarta inverte o sentido, ao passo que o cinema criticava a injustiça em vez de exaltar a aristocracia. A quinta reduz tudo a publicidade turística, o que não condiz com a proposta crítica descrita.
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