Ciências HumanasDesigualdade Social, Gênero, Raça e EtniaFácil

Questão de Desigualdade Social, Gênero, Raça e Etnia — ENEM

Durante décadas, as mulheres brasileiras foram excluídas da participação política formal, sendo-lhes negado o direito de votar e de ser votadas. Essa exclusão refletia uma concepção que restringia as mulheres ao espaço doméstico, considerando-as inaptas para as decisões da vida pública. Em 1932, o Código Eleitoral brasileiro passou a reconhecer o sufrágio feminino, tornando o Brasil um dos primeiros países da América Latina a garantir esse direito. A conquista não resultou de uma concessão espontânea do Estado, mas de décadas de mobilização de movimentos sufragistas que reivindicavam a igualdade de direitos políticos entre homens e mulheres. A análise desse processo histórico permite compreender que a exclusão das mulheres da política formal era sustentada por qual tipo de concepção social?
AUma concepção patriarcal que relegava as mulheres ao espaço doméstico e as excluía da vida pública.
BUma concepção democrática que priorizava a participação de todos os grupos na política.
CUma concepção igualitária que distribuía os direitos políticos com base no mérito individual.
DUma concepção meritocrática que garantia o voto apenas a quem possuísse diploma universitário.
EUma concepção federalista que reservava o direito de voto a representantes dos estados.

Gabarito comentado

A exclusão das mulheres do voto até 1932 no Brasil era sustentada por uma ordem patriarcal que associava a política ao espaço masculino. Reconhecer que direitos políticos foram conquistados por meio de lutas sociais, e não concedidos espontaneamente, é fundamental para compreender a história da cidadania e da igualdade de gênero.

Resolução passo a passo

O texto descreve a exclusão das mulheres da participação política por uma concepção que as restringia ao espaço doméstico e as julgava inaptas para as decisões públicas. Essa lógica é a do patriarcado, sistema que organiza a sociedade a partir da dominação masculina e confina as mulheres ao âmbito privado. A segunda alternativa descreve um valor democrático que o próprio texto contraria, dado que a exclusão era sistemática. A terceira fala em igualdade, justamente o oposto do que o texto descreve. A quarta relaciona o voto ao diploma universitário, critério que o enunciado não menciona. A quinta trata do federalismo, tema alheio à questão de gênero apresentada. Por isso a concepção que sustentava a exclusão era de caráter patriarcal.

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