Ciências HumanasFilosofia Medieval (Patrística e Escolástica)Fácil

Questão de Filosofia Medieval (Patrística e Escolástica) — ENEM

Em uma discussão sobre a cultura intelectual da Idade Média, estudantes leem um trecho de um texto didático que afirma: "No pensamento medieval, a filosofia não era cultivada por si mesma, mas colocada a serviço da teologia; seu papel era esclarecer, organizar e defender as verdades da fé cristã. Dizer que a filosofia era ancilla theologiae significava reconhecer que a reflexão racional tinha lugar legítimo, mas sempre subordinado ao horizonte da revelação divina." O professor explica que esse arranjo não desprezava a razão, mas definia uma hierarquia clara entre os saberes: a teologia, por lidar com as verdades reveladas por Deus, ocupava o topo, e a filosofia, por usar a razão humana, devia estar em função dela. Considerando o texto, a expressão latina ancilla theologiae pode ser traduzida e compreendida como
Aserva da teologia, indicando que a filosofia estava subordinada às verdades da fé cristã.
Bmestra da teologia, pois a filosofia orientava e determinava os conteúdos da fé.
Cinimiga da teologia, já que a razão filosófica contradiz sempre as verdades reveladas.
Dsubstituta da teologia, uma vez que a filosofia medieval dispensava a revelação divina.
Eigual à teologia, em regime de completa autonomia e paridade entre os dois saberes.

Gabarito comentado

A expressão ancilla theologiae sintetiza a posição medieval da filosofia: útil e legítima, pois exercita a razão, dado que a razão é um dom divino, mas sempre a serviço da teologia. Entender essa subordinação hierárquica ajuda a compreender por que pensadores como Agostinho e Tomás usaram a filosofia grega sem abrir mão da revelação cristã.

Resolução passo a passo

O texto apresenta a expressão ancilla theologiae e explica que ela designava a posição subordinada da filosofia em relação à teologia no pensamento medieval. A primeira alternativa traduz corretamente a expressão como "serva da teologia" e resume o que o texto descreve: a filosofia tinha papel legítimo, pois usava a razão, mas servia ao horizonte da fé. Dizer que a filosofia era mestra da teologia inverte a hierarquia descrita, em que a teologia ocupava o topo. Qualificá-la como inimiga da teologia contradiz o texto, que afirma coexistência e subordinação, não oposição. Considerar a filosofia substituta da teologia contradiz o pressuposto de que a revelação divina permanecia indispensável. Afirmar paridade completa também desrespeita a hierarquia explicitada. Logo, a resposta correta é a primeira alternativa.

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