Ciências da NaturezaEcologia (Cadeias Alimentares, Ciclos Biogeoquímicos e Impactos Ambientais)Médio

Questão de Ecologia (Cadeias Alimentares, Ciclos Biogeoquímicos e Impactos Ambientais) — ENEM

Em uma pesquisa agrícola voltada à sustentabilidade, técnicos compararam dois canteiros de solo pobre em nitrogênio. No primeiro, cultivaram apenas milho; no segundo, plantaram feijão junto ao milho. Após a colheita, observaram que o solo do segundo canteiro ficou mais rico em compostos nitrogenados, mesmo sem adubação química. Investigando as raízes do feijão, encontraram pequenos nódulos abrigando bactérias do gênero Rhizobium. Essas bactérias capturam o gás nitrogênio (N₂) do ar, que as plantas não conseguem usar diretamente, e o convertem em compostos que a planta aproveita; em troca, recebem da planta açúcares e abrigo. Ambos os organismos saem beneficiados dessa convivência. Os técnicos recomendaram à comunidade rural a rotação com leguminosas como forma natural de enriquecer o solo. Considerando a natureza dessa interação entre o feijão e as bactérias dos nódulos, como ela é classificada na ecologia?
AMutualismo, relação interespecífica em que ambos os organismos se beneficiam.
BParasitismo, em que um organismo se beneficia e o outro é prejudicado.
CCompetição, disputa entre organismos por um mesmo recurso limitado.
DPredação, em que um organismo captura e se alimenta de outro.
EComensalismo, em que um se beneficia e o outro não é afetado.

Gabarito comentado

O mutualismo é uma relação interespecífica em que as duas espécies obtêm vantagens. A associação entre leguminosas e bactérias fixadoras de nitrogênio é central no ciclo do nitrogênio, pois converte o N₂ atmosférico, inacessível à maioria dos seres, em formas assimiláveis, enriquecendo o solo de modo sustentável.

Resolução passo a passo

O texto deixa claro que tanto o feijão quanto as bactérias Rhizobium se beneficiam: a planta recebe compostos nitrogenados aproveitáveis e as bactérias recebem açúcares e abrigo nos nódulos. Quando duas espécies diferentes convivem com benefício mútuo, a relação é o mutualismo, o que valida a primeira alternativa. O parasitismo exige um prejudicado, o que não ocorre aqui. A competição envolve disputa por recursos, enquanto a predação supõe que um organismo capture e devore o outro, situações ausentes no texto. O comensalismo beneficia apenas um lado, deixando o outro indiferente, ao passo que aqui ambos lucram. Por isso, somente o mutualismo descreve corretamente a parceria entre raiz e bactéria.

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