LinguagensModernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45)Fácil

Questão de Modernismo Brasileiro (Gerações de 22, 30 e 45) — ENEM

A primeira geração modernista, surgida após 1922, cultivou a chamada poesia-piada: textos curtos, com humor e ironia, escritos em verso livre, sem métrica fixa nem rima obrigatória, próximos da fala cotidiana. Oswald de Andrade foi um de seus principais representantes, transformando cenas banais do dia a dia em pequenos poemas que provocavam riso e reflexão. Leia o poema a seguir, composto no estilo dessa tendência: 'No meio do caminho da cidade / o bonde passa cheio de pernas: / pernas brancas pretas amarelas. / Para que tanta perna, meu Deus, / pergunta meu coração. / Porém meus olhos / não perguntam nada.' Considerando as características formais descritas, esse poema pertence ao Modernismo principalmente porque:
Asegue rigorosamente a métrica em decassílabos e o esquema de rimas parnasiano.
Bemprega verso livre, humor e linguagem coloquial próxima da fala cotidiana.
Cadota o vocabulário rebuscado e as inversões sintáticas típicas do Barroco.
Dimita a estrutura do soneto clássico com quatorze versos divididos em estrofes fixas.
Eexalta heróis nacionais de forma solene, grandiloquente e idealizada.

Gabarito comentado

A poesia-piada da primeira geração modernista valoriza o verso livre, o humor e a linguagem coloquial, rompendo com a rigidez parnasiana. Reconhecer esses traços ajuda a distinguir o Modernismo de movimentos anteriores: importam a liberdade formal, a ironia e a aproximação com o falar brasileiro do dia a dia.

Resolução passo a passo

O enunciado define a poesia-piada por traços formais claros: verso livre, ausência de métrica e rima fixas, humor, ironia e proximidade da fala cotidiana. O poema apresentado tem versos de tamanhos desiguais, registro coloquial e um tom leve, que confirmam esses recursos. A segunda alternativa reúne exatamente essas características. A primeira atribui ao texto a métrica e a rima parnasianas, justamente o que o Modernismo rejeitava. A terceira aponta vocabulário rebuscado e inversões barrocas, ausentes no poema. A quarta invoca a forma fixa do soneto, incompatível com o verso livre. A quinta fala em exaltação solene de heróis, oposta ao humor cotidiano do texto. Assim, a marca modernista está na liberdade formal e na linguagem coloquial.

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