Ciências HumanasGeomorfologia, Solo e RelevoDifícil

Questão de Geomorfologia, Solo e Relevo — ENEM

Um texto de revisão sobre a cartografia do relevo brasileiro comparou as principais classificações já produzidas no país. Destacou que, em 1989, o geógrafo Jurandyr Ross, apoiando-se nos estudos anteriores e em dados do projeto Radam Brasil, que mapeou o território por meio de imagens de radar, propôs a divisão mais detalhada até então. Ross identificou vinte e oito unidades de relevo e introduziu, além de planaltos e planícies, uma terceira categoria com peso próprio: as depressões, áreas rebaixadas por erosão e situadas entre planaltos e planícies. Sua classificação combinou critérios morfoestruturais e morfoclimáticos e tornou-se referência nos materiais escolares e nas pesquisas mais recentes. A análise desses dados permitiu uma representação muito mais precisa da diversidade do relevo nacional. Considerando o texto, o que diferencia de modo mais marcante a classificação de Jurandyr Ross das anteriores é:
AO maior detalhamento, com 28 unidades apoiadas em dados de radar e na valorização das depressões.
BA adoção exclusiva da altitude como critério, retomando a proposta de Aroldo de Azevedo.
CA redução do território a apenas duas grandes unidades de planaltos e planícies.
DO abandono completo dos critérios geológicos em favor de fatores apenas climáticos.
EA recusa em utilizar qualquer dado de sensoriamento remoto na elaboração dos mapas.

Gabarito comentado

A classificação de Jurandyr Ross (1989) é a mais detalhada do relevo brasileiro, com 28 unidades, sustentada por dados de radar do Radam Brasil e por critérios morfoestruturais e morfoclimáticos. Ela consolidou as depressões como categoria central, ao lado de planaltos e planícies.

Resolução passo a passo

O texto indica que Ross, em 1989, usou dados de radar do Radam Brasil para chegar a vinte e oito unidades e deu peso próprio às depressões, o que torna a primeira alternativa correta. Adotar exclusivamente a altitude descreve a proposta de Aroldo de Azevedo, não a de Ross, que combinou critérios morfoestruturais e morfoclimáticos. Reduzir o país a duas unidades também remete a Azevedo, ao passo que Ross ampliou para vinte e oito. Abandonar os critérios geológicos contraria o texto, que cita a combinação de critérios. Recusar o sensoriamento remoto é o oposto do que ocorreu, já que Ross se apoiou justamente nas imagens de radar. Por isso a diferença marcante é o detalhamento com 28 unidades e a valorização das depressões.

Quer mais questões de Geomorfologia, Solo e Relevo?

Monte um simulado focado neste subtema e acompanhe sua evolução.