Gabarito comentado
A análise de José Murilo de Carvalho revela um traço estrutural da Primeira República: a existência de um Estado formalmente democrático que na prática servia aos interesses das oligarquias e excluía a maioria. Compreender essa contradição é essencial para entender por que o regime entrou em crise nos anos 1920 e por que movimentos como o tenentismo e a Revolução de 1930 encontraram respaldo social.
Resolução passo a passo
O texto apresenta a tese de José Murilo de Carvalho de que havia uma contradição entre o liberalismo formal da Constituição de 1891 e a realidade de exclusão política da maioria, marcada pelo coronelismo, pelo controle eleitoral e pelo patrimonialismo. A interpretação que melhor sintetiza essa contradição é a da república formalmente liberal que excluía na prática a maioria, pois as instituições coexistiam com o controle oligárquico. A primeira alternativa nega a contradição e afirma plena igualdade, o oposto do argumento do historiador. O coronelismo não era fenômeno residual, sendo o eixo central da organização política rural. A justificativa da exclusão de analfabetos contradiz o argumento crítico do ensaio. A aplicação plena da Constituição é refutada pela própria análise que aponta o abismo entre o texto legal e a prática social. Logo, a interpretação correta é a da contradição entre o liberalismo formal e a exclusão real.
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