Gabarito comentado
A crise de 2010 expôs uma vulnerabilidade estrutural da zona do euro: os países compartilham a moeda, mas cada um define sua própria política fiscal. Sem poder desvalorizar a moeda nacional para ganhar competitividade, países endividados ficaram dependentes de ajuda externa mediante condições austeras. Esse dilema entre integração monetária e autonomia fiscal permanece um desafio central da construção europeia.
Resolução passo a passo
O texto descreve uma crise em que países com moeda comum enfrentaram desequilíbrios fiscais graves sem poder recorrer à desvalorização cambial, revelando a tensão entre a moeda compartilhada e a ausência de coordenação fiscal integrada, ideia expressa na terceira alternativa. A primeira alternativa erra, pois o texto afirma justamente que a zona do euro já possui moeda única. A segunda está incorreta, já que o Banco Central Europeu existe e foi citado como parte do resgate. A quarta inverte o problema: a livre circulação de mercadorias já existia e não era a fragilidade apontada. A quinta também está errada, pois instituições supranacionais como a Comissão Europeia e o Parlamento já existiam na época. Por isso, a fragilidade corretamente identificada é a ausência de política fiscal unificada.
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