Ciências HumanasDemografia, Fluxos Migratórios e Estrutura EtáriaDifícil
Questão de Demografia, Fluxos Migratórios e Estrutura Etária — ENEM
Pesquisas do instituto oficial de estatística mostram que a pirâmide etária brasileira mudou de forma profunda nas últimas décadas. Em meados do século XX, ela tinha base muito larga, com grande número de crianças, e topo estreito, refletindo alta natalidade e baixa expectativa de vida. As projeções para as próximas décadas, descritas em palavras, apontam uma base cada vez mais estreita, um centro robusto e um topo em expansão, indicando menos crianças e mais idosos. Essa transformação resulta da queda acentuada da taxa de fecundidade, que passou de muitos filhos por mulher para níveis próximos da reposição, combinada com o aumento da expectativa de vida graças a avanços na saúde. Considerando a relação entre essas mudanças e a estrutura etária projetada para a população brasileira, qual interpretação articula corretamente as causas e as consequências desse processo?
AA queda da fecundidade e o aumento da expectativa de vida estreitam a base e alargam o topo, acelerando o envelhecimento.
BO aumento da fecundidade alargaria a base da pirâmide, rejuvenescendo a população nas próximas décadas.
CA elevação da mortalidade infantil seria a principal responsável pelo estreitamento da base da pirâmide.
DO êxodo rural explicaria sozinho a inversão da pirâmide, sem relação com fecundidade ou longevidade.
EA estabilidade das taxas de natalidade e mortalidade manteria a pirâmide com a mesma forma do passado.
Gabarito comentado
A inversão da pirâmide etária brasileira sintetiza a transição demográfica nacional: menos filhos por mulher e vidas mais longas reconfiguram a estrutura da população. Compreender essa articulação entre causas e consequências é essencial para discutir previdência, mercado de trabalho e políticas públicas voltadas ao envelhecimento.
Resolução passo a passo
O texto vincula duas causas, a queda da fecundidade e o aumento da expectativa de vida, a duas consequências na pirâmide, base mais estreita e topo mais largo, o que caracteriza o envelhecimento da população brasileira, exatamente a primeira alternativa. O aumento da fecundidade não cabe, uma vez que a fecundidade está em queda, e não em alta. A elevação da mortalidade infantil é incorreta, já que a base estreita decorre de menos nascimentos, e não de mais mortes de crianças. O êxodo rural trata de migração entre campo e cidade e não explica, sozinho, a mudança na estrutura etária. A estabilidade das taxas contradiz o texto, que descreve justamente sua transformação. Por isso, a interpretação correta articula fecundidade em queda e longevidade em alta como motores do envelhecimento.
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