Ciências HumanasFilosofia Moderna (Racionalismo, Empirismo e Contratualismo)Fácil
Questão de Filosofia Moderna (Racionalismo, Empirismo e Contratualismo) — ENEM
Em debates sobre segurança pública e organização do Estado, professores de filosofia costumam recorrer ao pensamento de Thomas Hobbes para explicar por que as sociedades criaram governos. Em uma passagem que resume sua visão, Hobbes descreve o estado de natureza como uma condição de guerra permanente, em que cada indivíduo tem o direito de usar qualquer meio para preservar a própria vida. Sem uma autoridade central que os contenha, os seres humanos vivem sob o medo constante da violência alheia. Para sair dessa situação, propõe que as pessoas firmem um pacto mútuo, cedendo liberdades individuais a um soberano, que então impõe as leis e garante a paz coletiva. Essa estrutura argumentativa ainda é usada em discussões sobre a justificativa do poder estatal em cursos de ciências sociais e educação básica. Com base no trecho e no contexto descrito, qual é a motivação que leva os indivíduos a criarem o Estado, segundo Hobbes?
AO desejo de expressar a vontade geral e garantir igualdade de participação política.
BA busca pelo conhecimento inato que a razão pura oferece aos seres humanos.
CO medo da violência no estado de natureza e a necessidade de segurança coletiva.
DA vontade de preservar os direitos naturais à propriedade por meio de um governo limitado.
EA crença de que a experiência sensível ensina os homens a cooperarem naturalmente.
Gabarito comentado
Para Hobbes, o ser humano é racional o suficiente para perceber que a insegurança do estado de natureza é pior do que a obediência a um soberano forte. O contrato cede liberdade em troca de paz, e isso justifica a existência e a autoridade do Estado.
Resolução passo a passo
O texto descreve o estado de natureza hobbesiano como guerra permanente em que o medo da violência domina, e aponta o pacto como saída para obter segurança. A terceira alternativa expressa exatamente essa motivação: o medo e a busca por segurança coletiva. A primeira alternativa erra, dado que a vontade geral pertence a Rousseau, que parte de premissas opostas às de Hobbes. A segunda confunde o tema, já que o conhecimento inato é tese epistemológica de Descartes, alheia ao contratualismo. A quarta descreve a motivação lockeana, centrada na propriedade e no governo limitado, enquanto Hobbes prioriza a segurança sob soberano absoluto. A quinta remete ao empirismo de Locke e Hume, que trata da origem das ideias, não da fundação do Estado. Logo, o medo é o motor do pacto hobbesiano.
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