Ciências HumanasFilosofia Moderna (Racionalismo, Empirismo e Contratualismo)Médio
Questão de Filosofia Moderna (Racionalismo, Empirismo e Contratualismo) — ENEM
Em discussões sobre ética na educação e no serviço público, educadores frequentemente recorrem à filosofia moral de Immanuel Kant para fundamentar a ideia de que certas ações são moralmente obrigatórias independentemente das consequências. Em uma passagem que sintetiza sua ética, Kant enuncia o imperativo categórico: 'Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne uma lei universal'. Para Kant, uma ação só é moralmente correta se a regra que a orienta puder ser aplicada por todos, em qualquer situação, sem contradição. Esse critério de universalidade distingue o imperativo categórico de regras práticas condicionadas ao interesse pessoal, chamadas por Kant de imperativos hipotéticos. A exigência de universalidade tornou essa ética influente em debates contemporâneos sobre direitos humanos e cidadania. Considerando o texto, qual é o critério central do imperativo categórico de Kant para avaliar a moralidade de uma ação?
AA ação é moral se produzir o maior bem-estar para o maior número de pessoas na comunidade.
BA ação é moral se estiver fundamentada em direitos naturais reconhecidos pela sociedade política.
CA ação é moral se a máxima que a orienta puder ser universalizada sem contradição.
DA ação é moral se derivar da experiência sensível acumulada e do hábito cultural da sociedade.
EA ação é moral se corresponder à vontade geral expressa democraticamente pela comunidade.
Gabarito comentado
O imperativo categórico distingue a ética de Kant de outras correntes: a moralidade não depende de resultados nem de sentimentos, mas da forma racional da ação. Perguntar 'posso querer que todos ajam assim?' é o teste que separa o dever moral do interesse egoísta.
Resolução passo a passo
O texto apresenta o imperativo categórico de Kant com o critério de universalização: uma ação é moral se a máxima que a guia puder se tornar lei universal sem contradição. A terceira alternativa expressa esse critério com precisão. A primeira descreve o utilitarismo de Bentham e Mill, que Kant rejeita, pois para ele a moralidade não depende de consequências, mas da forma da máxima. A segunda remete ao contratualismo de Locke, centrado em direitos naturais, o que difere da ética formal de Kant. A quarta apresenta a posição empirista, que faz a moralidade depender da experiência e do hábito, enquanto Kant a funda na razão pura prática. A quinta é a vontade geral de Rousseau, critério político, não o critério moral formal kantiano. Logo, a universalização da máxima é o núcleo do imperativo categórico.
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