Gabarito comentado
Di Cavalcanti ocupou um lugar singular no Modernismo brasileiro ao eleger as festas populares, as mulheres mestiças e o samba como temas centrais de sua pintura, combinando a simplificação formal do Cubismo com a valorização da cultura afro-brasileira. Distingui-lo de Portinari e Anita Malfatti exige atenção ao tema e ao contexto de cada artista.
Resolução passo a passo
O catálogo descreve Di Cavalcanti: participante da Semana de 1922, suas telas retratam festas populares, sambistas, mulheres mestiças e a vida urbana carioca, com figuras de curvas amplas em cores planas, influenciadas pelo Cubismo. Anita Malfatti é conhecida pela exposição de 1917 e pela influência expressionista, não pelas festas populares cariocas. Lasar Segall, de origem lituana, explorou o Expressionismo com temas do sofrimento humano e da vida judaica. Cândido Portinari também pintou o povo brasileiro, mas sua obra mais reconhecida está voltada para os trabalhadores rurais e a seca nordestina, não para as festas populares urbanas do Rio. Oswaldo Goeldi era gravurista expressionista. Assim, apenas Di Cavalcanti corresponde ao perfil descrito.
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