Ciências HumanasUrbanização, Conurbação e Segregação SocioespacialDifícil

Questão de Urbanização, Conurbação e Segregação Socioespacial — ENEM

Uma pesquisa sobre mobilidade em uma metrópole brasileira revelou que trabalhadores de bairros periféricos gastam, em média, mais de três horas por dia em deslocamentos entre casa e trabalho, enquanto moradores das áreas centrais gastam menos de uma hora. Os dados mostram que os empregos se concentram no centro e em poucos polos, mas a moradia popular se espalha pelas bordas distantes, mal atendidas por transporte público. O resultado é uma população que perde tempo, dinheiro e saúde em ônibus e trens lotados, com forte dependência de modais coletivos precários. Essa situação, registrada em estudos sobre a sociedade urbana, conecta a localização da moradia, a oferta de transporte e a desigualdade no acesso à cidade. O que esses dados de mobilidade evidenciam principalmente sobre o espaço urbano?
AA desigualdade socioespacial, que impõe longos deslocamentos à população periférica mal atendida por transporte.
BA eficiência do sistema de transporte, que distribui empregos de forma equilibrada pela cidade.
CA ausência de relação entre o local de moradia e o tempo gasto nos deslocamentos diários.
DA preferência da população periférica por percursos longos e por transportes coletivos lotados.
EO fim da concentração de empregos no centro, agora igualmente espalhados pelas periferias.

Gabarito comentado

A mobilidade urbana revela a desigualdade da cidade: quem mora longe e depende de transporte precário paga com tempo e qualidade de vida pela distância dos empregos. Analisar esses dados ajuda a entender por que o transporte público e o planejamento são centrais para um espaço urbano mais justo.

Resolução passo a passo

Os dados mostram que moradores da periferia gastam mais de três horas em deslocamentos, contra menos de uma hora dos moradores centrais, porque os empregos se concentram no centro enquanto a moradia popular ocupa bordas mal servidas de transporte. Isso evidencia a desigualdade socioespacial, que liga moradia, transporte e acesso à cidade. Falar em eficiência e equilíbrio do transporte contradiz os longos tempos relatados. Negar relação entre moradia e deslocamento ignora o contraste apresentado pelos dados. Atribuir os percursos longos a uma preferência da população inverte o problema, que é a falta de opções. Afirmar que os empregos já se espalharam pelas periferias contraria a concentração descrita. Por isso a alternativa correta é a primeira.

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