Ciências HumanasGlobalização e Blocos EconômicosDifícil
Questão de Globalização e Blocos Econômicos — ENEM
Movimentos sociais reunidos em fóruns mundiais costumam denunciar que a globalização, embora apresentada como integração benéfica a todos, aprofunda as desigualdades entre o Norte desenvolvido e o Sul subdesenvolvido. Segundo essas críticas, a abertura dos mercados favorece sobretudo as grandes corporações e os países centrais, que detêm tecnologia e capital, enquanto nações periféricas ficam expostas à concorrência desigual, à exploração de mão de obra barata e à degradação ambiental. A circulação livre de capitais conviveria com fortes restrições à migração de trabalhadores pobres, revelando a seletividade do processo. Para esses grupos, a globalização atual seria menos um encontro entre iguais e mais a reprodução, em nova roupagem, de antigas relações de dependência. Considerando essa visão crítica apresentada no texto, qual interpretação melhor sintetiza o argumento desses movimentos sobre a globalização?
AA globalização elimina as diferenças entre países ricos e pobres, promovendo igualdade plena.
BA globalização é um processo neutro, sem vencedores ou perdedores entre as nações.
CA globalização integra os mercados de forma seletiva e desigual, reforçando a dependência do Sul em relação ao Norte.
DA globalização beneficia apenas os países pobres, prejudicando as nações desenvolvidas.
EA globalização extingue as grandes corporações ao abrir todos os mercados à concorrência.
Gabarito comentado
As críticas à globalização ressaltam seu caráter seletivo: capitais e mercadorias circulam livremente, mas trabalhadores pobres enfrentam barreiras, e os ganhos concentram-se no Norte e nas grandes corporações. Essa leitura, ligada à teoria da dependência, ajuda a analisar criticamente o discurso que apresenta a globalização como integração igualitária entre todos os povos.
Resolução passo a passo
O texto reúne críticas que apontam a globalização como processo seletivo, que favorece países centrais e grandes corporações, expõe nações periféricas à concorrência desigual e à exploração, e libera capitais enquanto restringe a migração de trabalhadores pobres, reproduzindo a dependência do Sul diante do Norte, ideia expressa na terceira alternativa. A primeira contradiz o texto, que nega a igualdade plena. A segunda afirma neutralidade, oposta à denúncia de desigualdade. A quarta inverte os beneficiados, atribuindo vantagem aos países pobres. A quinta sustenta que a globalização extinguiria as corporações, quando o texto afirma que ela as favorece. Logo, a síntese correta é a integração seletiva e desigual que reforça a dependência.
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