Gabarito comentado
A Antropofagia modernista propõe deglutir as vanguardas estrangeiras e transformá-las em arte com identidade brasileira, em vez de imitá-las passivamente. Compreender essa metáfora do 'devorar' criticamente é essencial para entender como o Modernismo dialogou com a Europa sem se subordinar a ela.
Resolução passo a passo
A análise mostra que Tarsila absorveu lições do Cubismo e do Surrealismo, mas as recombinou com cores, temas e elementos nacionais, e que o Abaporu inspirou o Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, cuja metáfora de 'devorar' as influências traduz uma apropriação crítica e original. Por isso a relação não era de recusa total, já que as vanguardas foram aproveitadas, nem de cópia fiel, uma vez que houve adaptação ao contexto brasileiro. Não houve retorno aos padrões acadêmicos, justamente rejeitados pelos modernistas, nem submissão à arte religiosa colonial, estranha ao projeto antropofágico. Logo, apenas a apropriação crítica e digestão das influências descreve corretamente essa relação.
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