Ciências HumanasFilosofia Moderna (Racionalismo, Empirismo e Contratualismo)Fácil
Questão de Filosofia Moderna (Racionalismo, Empirismo e Contratualismo) — ENEM
Durante uma aula de filosofia sobre o racionalismo moderno, a professora apresentou à turma um trecho em que René Descartes defende que certas ideias não têm origem na experiência sensível, pois os sentidos são fontes incertas e mutáveis de conhecimento. Para Descartes, ideias como as de Deus, de perfeição e os princípios da geometria estão presentes na mente desde o nascimento, independentemente de qualquer contato com o mundo exterior. Essa teoria, chamada inatismo, sustenta que a razão, e não os sentidos, é o instrumento mais confiável para alcançar verdades necessárias e universais. A professora pediu que os alunos identificassem qual concepção sobre a origem das ideias era defendida por Descartes, distinguindo-a das posições empiristas discutidas na aula anterior. Considerando o texto e a teoria apresentada, qual é a posição de Descartes sobre a origem das ideias que ele considera mais confiáveis?
AAs ideias confiáveis nascem somente da repetição da experiência sensível ao longo da vida.
BO conhecimento verdadeiro deriva do hábito formado pela observação dos fenômenos naturais.
CA vontade geral da sociedade é a fonte das ideias que orientam o comportamento humano.
DAs ideias mais confiáveis são inatas, presentes na mente desde o nascimento, independentes dos sentidos.
EToda ideia humana provém dos sentidos, pois nada está no intelecto sem ter passado pelo corpo.
Gabarito comentado
O inatismo de Descartes é consequência direta de sua desconfiança nos sentidos: se estes enganam, o conhecimento seguro só pode vir da razão, que carrega ideias inatas. Essa tese opõe o racionalismo ao empirismo e organiza um dos grandes debates da filosofia moderna.
Resolução passo a passo
O texto apresenta Descartes defendendo ideias que não vêm da experiência sensível, mas estão presentes na mente desde o nascimento, como as de Deus e os princípios geométricos. Isso caracteriza o inatismo, expresso pela quarta alternativa. A primeira e a segunda descrevem o empirismo, que faz o conhecimento depender da experiência e do hábito, posição oposta à de Descartes. A terceira remete à vontade geral de Rousseau, conceito político sem relação com a epistemologia cartesiana. A quinta enuncia o lema empirista de que nada está no intelecto sem ter passado pelos sentidos, tese que Descartes nega ao defender o inatismo. Portanto, a posição de Descartes é a do inatismo racional.
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