Gabarito comentado
As bacias transfronteiriças exigem governança cooperativa entre os países que as compartilham, pois o uso unilateral da água pode prejudicar os demais. Tratados e comitês conjuntos de bacia são instrumentos fundamentais para garantir a distribuição equitativa e resolver conflitos de forma pacífica, especialmente diante das pressões das mudanças climáticas e do crescimento da demanda global.
Resolução passo a passo
O relatório aponta que a ausência de acordos multilaterais dificulta a resolução de conflitos e que tratados e comitês conjuntos favorecem a cooperação e a distribuição equitativa, o que indica que a governança multilateral cooperativa é a abordagem necessária para a gestão das bacias transfronteiriças. A privatização dos rios é incompatível com a ideia de gestão equitativa entre Estados soberanos apresentada no documento. A militarização das fronteiras representa o agravamento dos conflitos, e não sua resolução pacífica, o que contraria a proposta do relatório. Atribuir ao país de nascente direito exclusivo sobre a água ignora os danos a jusante descritos no documento e viola princípios do direito internacional. O abandono da diplomacia pela exploração individual é exatamente o cenário que gera os conflitos descritos no relatório, sendo o oposto da solução proposta. Por isso a abordagem correta é a governança multilateral cooperativa.
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