Gabarito comentado
A esquistossomose ilustra a complexidade das helmintíases com hospedeiro intermediário. O ciclo depende do caramujo Biomphalaria para liberar cercárias, que penetram pela pele humana. O controle envolve evitar contato com águas infestadas, combater o caramujo e melhorar o saneamento, já que a doença está associada à pobreza e ao acesso precário a infraestrutura básica.
Resolução passo a passo
A esquistossomose é transmitida quando as cercárias liberadas pelo caramujo penetram ativamente pela pele de pessoas em contato com água contaminada. Por isso, evitar esse contato interrompe diretamente a via de transmissão, tornando a terceira alternativa a correta. Ferver a água de beber não resolve o problema, pois a infecção ocorre pela pele e não pela ingestão de água. Não há mosquito vetor envolvido na transmissão da esquistossomose, o que descarta o uso de repelente como medida eficaz. Não existe vacina disponível contra a esquistossomose para uso em larga escala na população, tornando essa alternativa inválida. O caramujo Biomphalaria vive em águas naturais paradas ou de baixo fluxo, e não em reservatórios de água tratada, de modo que eliminar esses reservatórios não interfere no ciclo da doença.
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